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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Giló - O Papagaio Indiscreto

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Sim!, Srª Ministra... Sinistra... Extremista...

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   Há já um ano que andava a tentar encontrar uma razão mais ou menos válida para justificar a existência deste pasquim malcheiroso e pedante na blogosfera e só agora é que a encontrei: mais um pouco de indefinição dentro desta cuca e de vazio desorientador e desistia deveras! Ai desistia, sim senhor! Ainda mais agora que o blogue está a fazer um ano.

   Afinal, o que é que descobrimos de tão essencial? Que a presença do papagaio se justifica por uma razão bem simples e singela, por sinal. De facto, o Papagaio é absolutamente imprescindível à comunidade blogásmica, é isso! Até quando está na casa de banho faz falta. E a prova disso mesmo é que temos ouvido, ultimamente, muitas pessoas repetirem umas frases que têm tanto de emblemático como de indicativo, frases essas que retiram qualquer dúvida sobre o tutano da necessidade fundamental dos serviços desta vossa ave. As frases são, entre outras : "...já cá estavas a fazer falta!" ou " ...só cá faltava este, agora!" ou, ainda: "...pronto! Não faltava cá mais nada!". Esclarecidos?

   Um outro dado é que, para além desta primeira razão, há uma outra que valoriza o Papagaio Indiscreto e que o torna numa espécie de pedra-chave no meio disto tudo: o Papagaio é sempre dos primeiros a saber, o que o torna numa fonte indispensável de informação nas redes sociais sápicas.

   Por exemplo, talvez ainda ninguém saiba da última novidade, mas o Papagaio sabe TUDINHO!!! - Maria de Lurdes Rodrigues, antiga ministra da educação, afinal, e de fonte seguríssima, parece que não vai ser acusada nem de corrupção, apropriação indevida ou favorecimento a amigos, no tempo em que era Fuhrer, nem de destruição da vida de centenas de docentes e auxiliares de educação. Casos que remontam à fase de certas lutas pedagógicas e educativas do reinado hipocrito-socrático. E como a Luluzinha já não vai de cana, o rumo, ao que consta, será noutro tipo de castigo para políticos absolvidos: convite para o cargo de Ministra do Sapo Blogs. A primeira medida do seu gabinete será, sem hesitação alguma, dividir a comunidade em bloggers e bloggers titulares. Os primeiros fazem o trabalho todo, sem poder subir de escalão e os segundos, que são os mais "rodados" e com "mais anos de brilharete" ficam com a publicidade na íntegra e os destaques necessários até ao topo da carreira postal. Fixe!

   Uma outra reforma luluzal que promete tornar-se extremamente popular, visará a redução de horário letivo para quem mais falar de chocolates e não se calar, da mesma forma, com o palavreado superficial relativo à igualdade de género; a  progressão por mérito para quem elogiar e for mais amigo da ministra também estará em cima da mesa, juntamente com um leitão à moda da bairrada; as cotas para obter a menção de "excelente" nos posts chiques serão abolidas para os escrevinhadores da moda costumeira.        Por último, o Papagaio e a sua multidão de fãs e amigos (dois amigos e meio, no total) serão assados e depenados no carvão em brasa, com vista à sua total abolição e extinção do contraditório democrático. Vivá Ministra, carago!

Papagaiopapagaio

   

Ai os Camelos no Deserto e o Q.Z.P. Aqui Tão perto!

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   Primeiro, pedir desculpa pelas más condições em que está a chegar o nosso post/carta, situação a que somos totalmente alheios. As dificuldades prendem-se com o facto de estarmos a transmitir o nosso blogue em diferido a partir de Marrocos. O Ministério da Obras Públicas decidiu plagiar o Ministério da Educação e deu-nos "música" - colocou-nos num Q.Z.P. a milhares de quilómetros da nossa residência de origem, a servir de pedreiros num sanitário público mandado construir por Sua Majestade, o Rei Mohammed VI. Nós bem que protestámos e avisámos que não éramos professores, mas empregados das obras,  - trolhas!- só que ninguém fez ouvidos. Parece que a colocação como servente-júnior é por quatro anos, o que nos faz sentir um pouco como camelos no deserto: pelo sim, pelo não, já engolimos dois barris de cerveja, não vá uma pessoa ter sede durante esta longa travessia e morrer de desidratação à família!

   Segundo, pedir desculpas também pelo atraso na escrita/publicação, mas a verdade é que andámos à procura de casa para ficar, o que não é fácil aqui na mobilidade interna de Marraquexe. As rendas pedidas são proibitivas - alguém deve andar a plagiar os senhorios de Lisboa - e os apartamentos difíceis de encontrar. Vimo-nos na emergência de ter de arrendar uma tenda e estamos a partilhar quarto com mais dois beduínos e um dromedário que veio carregado do Quadro de Agrupamento 2,3/S da Rota da Seda, que é uma espécie de califado só para amigos contratados em reserva de recrutamento, lá para os lados do deserto da margem sul. O dromedário até parece ser boa pessoa, mas os beduínos são uns animais um bocado esquisitos de aturar e exalam uns odores meio estranhos durante o sono. Não é fácil dormirmos todos na mesma cama, à noite!

   Terceiro, pedir desculpa à família aí na terra: ainda não pudémos enviar pilim pelo correio para Portugal, mas é que aqui no cu de judas não há bancos nem correios. Em relação aos bancos, até ficamos mais descansados porque é um alívio e uma ajuda ao aforrador que sabe da poda debaixo do colchão, que é sítio muito mais inteligente, mas os correios até que  a modos que fazem um bocado de falta! E mesmo que houvesse, o Ministério daqui só paga de dois em dois meses e é em géneros. Pelo que, teremos de arranjar uma solução para enviar o bode, o cuscuz e as raízes de canábis (o bode até pode ir a reboque do lado de fora dum batel qualquer que saia daqui). Pela Easyjet não vai poder ser, porque a companhia, ao que parece, decidiu plagiar, a papel químico e com uma XEROX, a Ryanair, e cancelou os voos todos, para dar uns dias de folga ao pessoal de cabine, ao que consta na imprensa. Não sei é se o Tony Carreira vai gostar quando souber que lhe andam a copiar as manhas!

Papagaiopapagaio

Isabel II e a Literatura Apocalíptica "Pré-Flop".

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   A rainha de Inglaterra tem o discurso de preparação, dirigido aos seus súbditos ingleses, que anuncia a III Guerra Mundial, já redigido no seu caderninho real de apontamentos. É um caderno de agrafos, preto, com folhas pautadas e em tamanho A5. Parecido com aqueles que nós fazíamos com cola branca peganhenta na lombada, da cor do esperma, espalhada à trincha nas aulas de Trabalhos Manuais do segundo ciclo.

   É daqueles tipos de caderno que já nem se usam - a própria rainha, ela mesma, já quase que também não se usa a si mesma, nem no Reino Unido, nem no resto do mundo, quanto mais! Quando se levanta de manhã e vai à casa de banho fazer a toillete e lavar a dentadura, deve passar pelo espelho e julgar que está a ver a bisavó do Rei Artur. Isso aumenta-lhe consideravelmente o ego, acicata-lhe esperança de vida e refina-lhe a moral, por força de espúria e alegremente se aperceber que tem antepassados mais velhos que ela ainda vivos.Talvez este entusiasmo crédulo seja mesmo a razão para a sua longa longevidade, ao contrário da teoria daqueles que defendem que será efeito do uso do equivalente anglo-saxónico do Cogumelo do Tempo, do Viva Melhor e do Roberto Leal. Adiante! Voltemos ao caderninho pré-histórico!

   Esse género de rascunho estava muito em voga, contudo,  no início dos anos 80, uma vez que o texto que Sua Majestade cuidadosa e zelosamente redigiu, e  que aponta para o início breve do derradeiro conflito nuclear, já tem... 35 anos!!!!!!!! Rainha preparada vale por duas; rainha preparada com trinta e cinco anos de antecedência vale por dois... dinossauros! A ralé, faz listas de supermercado, escreve diários, dedica poemas às paixões, deixa bilhetes pendurados na porta do frigorífico a avisar que é preciso pagar a conta da luz, gatafunha com o canivete as portas das casas de banho das estações de serviço, com palavrões, insultos covardes e versos boçais. A monarquia inglesa escreve discursos de aviso sobre guerras mundiais sem haver guerra nenhuma - prática corrente há décadas, na casa real!

   Ou alguém bem informado se chibou e foi espetar no bujão de Sua Majestade que as intenções de Kim e Trump são autênticas, e não um mero arrufo de putos imaturos que andam a medir forças do género " o meu pirilau é máior qui -u- teu", ou a rainha adora guerras mundiais e está na esperança mórbida de alvitrar irresponsavelmente que aconteça uma, como se fosse uma aposta nas corridas de cavalos, para poder dar a novidade a toda a gente, armar-se em importante e ganhar atenção mediática nas redes sociais. Nós apostamos (irresponsavelmente) mais na segunda hipótese, uma vez que Isabel II é tudo menos bem informada! Já em 1983 escreveu um bilhete a avisar os ingleses que se preparassem para a explosão da Guerra Fria e o que aconteceu foi que Gorbatchev e Reagan acabaram aos beijos em cima de um muro, em Berlim!  Esta rainha saiu-nos um Flop! Não confiava nela nem para me sugerir os números do euromilhões, quanto mais para acertar em conflitos globais! Contudo, e apesar de Sua Alteza Real se ter inadvertidamente auto-sodomizado com as suas previsões e avisos, parece que ainda não aprendeu a lição, e continua teimosamente a querer fazer previsões e advertências bombásticas e balofas, indeed ! Mula teimosa já mais aprende a lição!

   Mas um outro dado há que nos merece reparo: o que é que estará escrito no tal compêndio? Como será uma carta de aviso preparativo de guerra, para mais escrito num caderninho? Que imagem tão rebuscada e difícil! Qual será a intenção da advertência tão real e tão maternal? Como se avisa e prepara as pessoas do reino para um holocausto no altar do mundo, sobretudo se for a terceira guerra? Com duas já decorridas, seria de esperar que toda a gente percebesse os sinais e não necessitasse de discursos a avisar...

   Quando mando o papagaíto para a escola faço-lhe a mochila e deixo-lhe um bilhete a avisar: " - Olha, não te esqueças do lanche! Está um sumo e uma sandes de fiambre no bolso da sacola! Não comas as bolachas todas da parte da manhã, que ficas com fome para a tarde! Não fiques a apertar o xixi, vai à casa de banho nos intervalos!"

   O que faz a rainha? Escreve uma bíblia enorme num caderno preto pautado, dirigida a toda a gente do país, aos netos, aos filhos e, até, ao Príncipe Carlos, onde se poderá ler, imaginamos, por exemplo, os seguintes avisos anti-bélicos: "- Não te esqueças da máscara de gás! Se vires nuvens cinzentas no céu, foge para o bunker! Se reparares em dois homens na rua, um louro e outro com os olhos em bico, corre a avisar o exército! Mantém sempre por perto a cisterna da água. Não te afastes para o jardim, que pode haver um ataque nuclear no pátio da escola! Retém o teu xixi todo, podes vir a precisar dele para matar a sede, em caso de III Guerra! Sustém a respiração se vires fumo em algum lado! Em caso de objetos pelo ar, agacha-te debaixo de uma mesa e põe as mãos a tapar a parte das orelhas que conseguires. Se ouvires gritos ou vires bombas, começa a correr ou faz o que quiseres, mas jamais, nunca, NUNCA! avises a Diana, essa CABRA!"

Realmente!

Papagaiopapagaio

Quizz: Desarrumações Mentais

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C.S....zinha:

1 - Se te pagassem 100.000€ para posares na capa de uma revista, a segurar uma garrafa de champanhe numa mão e com alguém ao teu lado a dar-te morangos à boca vestido com o fato-de-banho verde do Borat, preferias que essa pessoa fosse o Manuel Luís Goucha ou o Fernando Mendes?

Os dois. E cobrava 200.000, em vez de 100! E como brinde ainda puxava a tanga e mostrava o rabo, por mais 50.000!

2 - Ias num cruzeiro, o teu barco naufragava, só havia dois sobreviventes e ambos davam à costa na mesma ilha deserta, com 4 metros x 4 metros. Teriam que obrigatoriamente conviver um com o outro todas as 24 horas do dia e ajudar-se mutuamente para sobreviver. Escolhias naufragar com o Donald Trump ou com o Kim Jong-un?

Os dois. Deixava-os andarem à pancada e quando estivessem exaustos, atava-lhes umas cordas às banhas e fazia uma jangada com as duas pipas gordas, para boiar, uma de cada lado. Quando chegasse a casa atirava a jangada às tintureiras e aos anequins.

3 - Estás de olhos vendados numa câmara de tortura a ouvir em loop os mesmos 5 CD's. Não sabes quanto tempo vais lá estar, pode ser 1 dia, pode ser um ano. Que banda sonora escolhias: Quim Barreiros ou Ana Malhoa?

Os dois. Um para cada ouvido. O Quim berrava pela garagem da vizinha de um lado e eu apontava do outro,  para o arco-íris de todas as cores da Ana, que ela ia faze-e-er e mistura-a-a-r e aprend-e-e-er!!

 

4 - Escolhe, rápido: uma martelada no meio da mão direita ou bater com o dedo mindinho do pé esquerdo na quina de um móvel?

Se o objetivo é gritar "f*da-se" mais vale ir ao Made in Correeiros e olhar para o talão... é muito mais doloroso mas, ao menos, comem-se umas douradas e uns robalos!

 

5 - Última pergunta desta ronda: se fosses eleito presidente de Portugal, e te fosse concedido um génio da lâmpada que só te pudesse realizar um único desejo relativamente às tuas ações políticas, tu optavas por aumentar o salário mínimo para 1100€/mês ou fazer com que nunca mais houvesse um incêndio em Portugal?

Eu aumentava em 1100 euros/mês o salário dos professores que foram ultrapassados na mobilidade interna e acabaram no cu de judas por causa do racista do Ministro da Educação. Assim, apagavam-se alguns fogos! Ah!...e , já agora, também passava o ordenado mínimo não para 1100 euros mas para 11000!

 Nomeio a Margarida Rebelo Pinto para o quizz... tenho dúvidas é que ela saiba escrever!

Tenho dito!

Pap...papagaio

 

 

Tó Rebelo Pinto e Guida Carreira: da cantiga do bandido à novela fotocopiada.

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   Se Tony Carreira, quando era jovem e não tinha rugas, tivesse roubado um repolho ou um limão lá da banca de frutas e hortaliças da vendedora do mercado do bairro, ainda estaria hoje a cumprir pena por furto qualificado e agravado em Vale de Judeus. E muito bem, que fruta está cara, o sacana do bandidinho! E o nosso sistema judicial e as forças de segurança até primam por estar zelosamente bem preparadas para tratar dos casos que envolvem vegetais e fruta da época.

   Já quanto à propriedade intelectual temos um caso mais sério de resolver, porque, como se sabe, a dita cuja é um ente-fantasma, isto visto à luz da conceção mental e moral do povo lusitano. Já alguma vez se viu o  desaforo do cidadão contribuinte ter de pagar às suas custas a um juíz de batina preta e colarinho branco, com aquelas mangas largas que parecem ventiladores, para correr atrás de uma propriedade intelectual? Deixemo-nos de m*rdas, que essa coisa do intelectual não existe nem serve para nada.

    O Tó e a Margarida que o digam! Os putos do primeiro ciclo passam a vida a fazer cópias na escola e ainda ninguém os prendeu! Até que se veja alguma moralização no sistema e neste estado de coisas, temos de perdoar ao "músico" e à "escritora". Para mais, o Tó já admitiu que pagou o suficiente ao tribunal para lhe perdoar o roubo, e aos "subtraídos" para calarem a boca -  já vai para dez anos e não faz qualquer sentido desenterrar velhos fantasmas agora.

   António e Margarida: o Papagaio está convosco!  Apoiamos a vossa atitude a 110%.  E até aproveitamos a oportunidade para deixar aqui um repto - pedir um favor, se faz favor: haverá, por acaso, por aí algum plagiador famoso que nos possa plagiar também a nós? Era uma caridade que se fazia a esta alma necessitada de atenção mediática e graveto sustentativo. Estamos precisados de um escândalo mediático que nos faça saltar para a ribalta e nos traga mais leitores e fãs chocados e abismados. Não aparecer é bem pior do que aparecer pelas piores razões! Por suposto que um papagaio necessita também dos seus trocados, atenções e polémicas. Estamos na disposição de sugerir onze posts para "plagiação/ plagiamento" e posterior instauração de processo judicial sem preço de reserva.

   Aceitamos serviços de mimética levados a cabo por assombrações da literatura de cordel cor de rosa, de preferência  fantasmas bons cumó milho e veteranos na matéria, com nome começado por "M" (condição preferencial) e com currículo académico equivalente à 3ª classe incompleta.

 Desesperadamente

Papagaiopapagaio

Onde está o Wally?

  

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   Não sei se as pessoas me acompanham, mas encontrar o Wally é das tarefas mais fáceis de realizar no mundo. Ele está sempre lá, nunca falha, ao contrário do que possa parecer! Por isso, se vos perguntarem onde é que está o Wally?, comecem sempre por responder: «-Está ali, na página!». A primeira coisa disto tudo é que é verdade e a segunda é que, quem disser tal, tem sempre razão. Em seguida, só é necessário apontar entre o tortellini labiríntico das cores e o macarrão marado das personagens.

   Da mesma forma, também é muito fácil encontrar o Agir. Se alguém perguntar onde é que está o Agir?, pode-se sempre responder: «- Atrás das tatuagens!». Depois é só necessário apontar entre as cores e os desenhos psicadélicos e escanifobéticos. Se ninguém souber o que significa "escanifobético", não é caso para preocupação exagerada, uma vez que eu também não sei de todo o que é que o raio da palavra significa, embora reconheça que soa a qualquer coisa muito estranha e bizarra, por isso é que a escolhi para colocar estupidamente aqui no post e dar brilho sensacionalista ao texto, ao estilo do Correio da Manhã, que é uma publicação pelintra que usa palavras escanifobéticas em títulos escanifobéticos para supostas notícias escanifobéticas, desprovidas de conteúdo. A bem que o digamos, o Correio da Manhã está para o Papagaio Indiscreto um pouco como o Papagaio Indiscreto está para o Correio da Manhã. Enquanto que o Correio da Manhã é uma espécie de Papagaio Giló da Imprensa, o Papagaio Giló é uma espécie de Correio da Manhã da blogosfera. Provavelmente, estará explicado o vazio...! Enfim, avance-se!

   Não obstante, e voltando ao busílis - que também é um termo que eu não sei mesmo o que quer dizer, mas que dá igualmente um jeito convenientíssimo no discurso, pelo estilo estiloso que encerra -  se não encontrarem o Agir atrás das ditas pinturas cutâneas, há sempre a possibilidade de o encontrarem num dia de sol a fazer de varal para prender a roupa que  a madame está a corar. Quem tiver falta de molas pode sempre telefonar ao Agir a pedir emprestadas as argolas, sobretudo se vocês estiverem a fazer máquinas com roupa de cor, embora a roupa branca vá igualmente bem com o padrão das tatuagens. Quem sabe não passa a Joana de Vasconcelos pelo bairro e se apaixona pelo quadro de imediato, requisitando a imagem sui generis para uma das suas apresentações de peças de "arte". Ainda acaba tudo à boca do Tejo a viajar num cacilheiro enfiado numas cuecas de renda e iluminado por um candelabro feito de tampões Evax... e com as argolas a fazerem de estendal!

    Por A mais B, fica, então, aqui provado que encontrar o Wally e o Agir é deveras muito fácil. Da mesma forma, também é muito fácil encontrar o Engenheiro Sócrates. Se alguém perguntar onde é que está o Engenheiro?, pode-se sempre responder: «- Das três, uma: ou está em Évora, ou está em Paris ou está na Universidade Independente nos exames de equivalência!» - caso a pergunta seja feita ao domingo da parte da manhã.

   Da mesma forma, também é muito fácil encontrar o Doutor Isaltino. Se alguém perguntar onde é que está o Dr. Isaltino?, pode-se sempre responder:«- À porta da Câmara, a tentar arrombar furiosamente a fechadura!»

   Da mesma forma, também é muito fácil encontrar o Major Valentim. Se alguém perguntar onde é que está o Major?, pode-se sempre responder:«- Na feira de Gondomar, a tentar convencer outra vez as velhas que é boa pessoa!»

   Da mesma forma, também é muito fácil encontrar as armas de Tancos. Se alguém perguntar onde é que está o arsenal do exército?, pode-se sempre responder: «- Em qualquer parte, menos no paiol!».

Bons livros...

Papagaiopapagaio

Um must: video-árbitro na blogosfera era o que fazia falta!

video-árbitro.jpg    Assim, punha-se fim a polémicas crónicas de uma vez por todas, acabava-se com os juízos feitos à medida e extraídos a olho, o que só propicia o erro e o compadrio e passava-se a analisar as incidências de forma uniforme, sem favorecimentos nem reclamações, aplicando-se a moralização do sistema, neste caso, blogueiro - já estamos a imaginar uma data de caramelos manientos (escola na qual nos inserimos!) que dão opinião sobre tudo e sobre nada  - e sem ninguém lhes pedir seja o que for! - imediatamente na linha, com distribuição de cartões vermelhos e amarelos. Assim, só a título de exemplo,Cocó na Fralda,  a Pipoca Pop-Corny e os Restaurant  Trendy Opinion Melgas  levavam cartão amarelo na hora, só porque me apetece embirrar com alguém - daí que eu próprio também devesse levar cartão amarelo, uma vez que não mereço menos que os outros; e as "pipis" da moda, que não fazem mais nada que repetir-se, a dar conselhos " vira-o-disco-e-toca-o-mesmo-faduncho-brega" sobre quais os sapatos, malinhas de pele de crocodilo mais chiques e sobre quais os pequenos-almoços mais pomposos, viam o cartão vermelho de rajada, com direito a várias semanas de suspensão na blogosfera, para paz e sossego dos que cá ficam!

    Obrigatória devia ser também a filmagem circunstancial de video-árbitro, para apresentação ao órgão regulador para a comunicação social, de todos os pseudo-bloggers que repetissem frases originais como: " ... este blogue foi criado para eu expressar aquilo que eu penso..." ou "... blogue X: a vida urbana de um(a) pai/mãe de família que tem de se levantar cedo para levar os seis putos todos à escola na mini-van..." ou, ainda: "... reflexões e sentimentos de um(a) palerma apaixonado por pipocas, viagens, fotografia, cinema, cobertores quentinhos, batons, sprays para a micose das unhas, pomadas vaginais, receitas virais e restaurantes que tais...". Pimba! Tudo fora de jogo!!!! com recurso a imagens gravadas e espuma de barbear no chão para ver quem está a pisar o risco fatela... e abertura de procedimento disciplinar sumário para aplicação de medidas sancionatórias!

   Uma dessas medidas podia ser a obrigação de frequência de uma noite integral de swing num quarto de pensão com o marido da Carla Kinky (para os bloggers masculinos!) ou um encontro bondage sadomaso com a própria Carla debaixo de um viaduto escuro (para as bloggers femininas!). Ela não espanca, só chibata!

   Para mim, que também já assumi a minha mania, o cartão vermelho, a ser aplicado com recurso a decisões gravadas  via-vídeo, devia vir acompanhado de uma repreensão escrita passada pelo quartel general do Sapo Blogs. Como não gosto sexualmente de homens nem de mulheres, uma vez que só faço amor selvagem com papagaias, podia ser punido com uma viagem às exóticas caraíbas, durante três anos, para trabalhos forçados numa praia com palmeiras e côcos frescos e sumarentos e castigo de trabalho comunitário na forma de aconselhamento pessoal às papagaias residentes.

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"Espólio", de Alves Redol - Nasci com passaporte de Turista

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    A riqueza e a complexidade com que é construída a imagem da personagem principal do conto Espólio, de Alves Redol, acabou por cativar a nossa atenção. Afinal, poderíamos debruçar-nos sobre qualquer outro conto,   sobre qualquer outra história,sobre qualquer outro autor, - de preferência fazer a vénia a uma paixão por um nome literário da moda, talvez um gigante de vendas estrangeiro, colocado numa prateleira chique, da qual pudéssemos ser vistos por todos a consumir cultura e a seguir o azimute das Trends - sobre qualquer outra categoria que ao plano da construção narrativa dissesse respeito. Por ventura um romance que nos enchesse o ego.  Mas acabámos em Zé Maçarico, um alma-de-Deus, homem do povo, já fora de idade (daí a análise à temática da influência do tempo sobre a personagem) excomungado da vida, renunciado por todos, até ao ponto de ele se renunciar a si mesmo! Zé Maçarico faz parte de nós, ainda que o queiramos renegar, é nosso, é a nossa história e a nossa matriz. Ninguém nos tem espelhado tão bem perante os nossos olhos como Redol - e mais meia dúzia -  e só o recusa quem tem a mania de recusar as próprias raízes e de se armar em elitista literário e social.

   A tese do compromisso social da literatura faz-se, aqui, partindo da representação do universo psicológico da personagem, e da sua relação com o mundo. À medida que passamos por cada linha deste conto de Redol identificamo-nos cada vez mais com a ideia de que a elaboração da personagem acaba por se tornar num mecanismo privilegiado, através do qual o autor ascende à denúncia e à projeção de valores que, pela sua presença ou ausência, considera essenciais na construção do debate sobre a sociedade e sobre o Homem. Assim, vemos um Zé Maçarico humanista – por vezes – num constante duelo de forças que o fazem também ser, em outros momentos, herói em contradição.

  O drama que enforma a personagem, a sua alma cinzenta e solitária, o despojo de vida que sofre, o conflito moral que representa, a atordoante incapacidade e passividade de que se reveste – já nem à égua pode valer, servindo-lhe a ceia! – atordoa o próprio leitor.

   Como podíamos deixar de chorar com a imagem de Zé Maçarico, deixar de dividir a sua dor, partilhar o frio que lhe vai na sua alma? Poderemos enquanto leitores encontrar outra forma de ajudar o homem que, no fundo, comete a ousadia de nos mostrar aquilo que nós próprios somos, ou aquilo que tememos que, um dia, venha a ser o nosso futuro? Zé Maçarico é espólio de grande e perturbante beleza. Melhor - a maior das belezas está encerrada na própria degradação de Maçarico. A idade, a pobreza, a decadência, o ostracismo, a indiferença, a saudade e a tristeza a que se vê sujeito não deprimem, porquanto é uma pintura valiosa, plena de arte honesta.

“Estava gelado. Não sabia se era o vento entrando pelos buracos da porta e pelas fendas do telhado que o arrefecia, se o frio que sentia dentro dele e gelava o ambiente…Esfregou as mãos e deu-se de torcê-las, como se nelas esmagasse a vida.”[1]

 

[1] ALVES REDOL- Nasci com passaporte de Turista, e Outros Contos

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