Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Giló - O Papagaio Indiscreto

15% off first order at luvyle.com

A Sociedade, o Preconceito e a Profecia Auto-realizável.

 

Pigmalião papagaio sapo blogs.jpg

  A  profecia Auto-realizável tornou-se sobejamente conhecida ainda na década de 60 do século passado, depois de vários reaproveitamentos históricos e artísticos que remontam à Antiguidade Clássica e à Cultura Greco-Latina.  Mas ao que se associa, em comum, neste conceito psicológico, como "expetativa", nós chamamos-lhe "preconceito".

  Na realidade, o "Efeito Pigmalião", também assim conhecido, é um dos termos que aponta para a teoria de que uma imagem primária, tosca e não fundamentada gera expetativas que afetam o desempenho de terceiros: ou seja, quando alguém contacta com alguém, gera uma "expetativa"  construida pelo imediato da imagem exterior e pelas referências muitas vezes erradas geradas pelos outros - preconceito de base que influencia todo o comportamento e relacionamento posteriores. Quando nascem expetativas ou preconceitos negativos, esses provavelmente também serão confirmados. Em termos práticos, se alguém, ainda que com nada que sirva de sustentação, inicia uma aproximação vendo o outro como "feio", "antipático", "pobre", "incapaz", "difícil", "não-colaborador" ou mesmo como "inimigo", tende a agir rotulando o outro assim, no futuro, sem apelo; isso gera um estrangulamento relacional e um fechamento"; daí, a realidade vai passando a tornar-se efetivamente parecida com a imagem criada. Chegamos, então, e deste modo, ao problema do preconceito.

  Também há o outro lado: quem tem expectativas positivas sobre os outros, porque ouviu "falar bem", soube de um cochicho qualquer ou tem um dedinho que adivinha, acaba por acreditar nesse modelo e vê qualidades onde elas podem até nem existir. Colhe-se o melhor sem fundamento, elimina-se o pior, igualmente sem fundamento.
  Aonde quer chegar esta verborreia? Que cada um olhe para si e para os outros e, mais depois, para o momento em que vivemos. A nós quer-nos fazer parecer que não pode estar mais atual, este efeito "Rosenthal" ou "Pigmalião". Que o desconhecimento daquilo que é real, por falta de tempo ou de vontade, nos leva a cada vez maiores interpretações erradas. A vida segue em modo de "disfarce", camuflada em embrulhos enganadores e autocolantes coloridos, que geram expetativas exteriores precipitadas, difíceis de desmontar, à posteriori. Lá dentro, segue um "Jack in the Box", verdadeira interrogação.
  Não sejamos hipócritas - uma fatia sigificativa da sociedade de hoje, apesar de se dizer informada, sapiente e atualizada, continua a ser tão crédula como no passado. Acredita nas mesmas magias da Idade Média,  conforme as suas necessidades pessoais e os seus interesses, só que disfarçadas noutro tipo de embrulho!

  Será que alguém, só porque se recusa a ser escravo de um ecrã de 3,5" e ainda gosta de telefonar, por exemplo, do fixo, tem de ser, necessariamente, um infoexcluido? Uma pintura rupestre em vias de erosão? Se não se atende o telemóvel ou não se responde a uma mensagem, estamos rotulados fatidicamente para o resto da vida! Sabemos do que falamos, porque é isto que nos acontece! Quem tem o direito de nos rotular sem nos conhecer de lado nenhum?

  Vivemos todos perto uns dos outros, topamos a "pinta" do vizinho em segundos, invadimos e deixamos invadir agressivamente a santa da privacidade própria, mas estamos cada vez mais intolerantes, insensíveis e indisponíveis para conhecer mesmo de verdade, sem "Pigmaliões".

Papagaio

13 comentários

Comentar post