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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Giló - O Papagaio Indiscreto

As máquinas de fazer...coisas.

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   Uma vez, eu estava sentado ao pé do portão da minha avó, a comer um gelado de gelo e a ver as máquinas da Junta de Estradas a fazer a minha rua ficar preta, e o meu avô que Deus tem, coitadinho, veio dizer-me que havia uma máquina também de fazer notas, mas que não era da Junta Autónoma de Estradas!  Era de uns outros senhores muito importantes e que viviam muito longe da nossa terra e da nossa rua que estava a ficar lisa e preta: nessa máquina metia-se o papel num lado da máquina e saiam notas estaladiças do outro lado da máquina. Também dizia que havia uma máquina de fazer comboios e outra máquina de fazer camionetas da carreira, que saíam já feitas dessa máquina. O meu pai que Deus ainda não tem, explicava-me que havia uma outra máquina de fazer sal. Essa máquina ia num navio que se afundou e ninguém conseguiu desligar o botão, de modo que a máquina continuou a funcionar, sempre a largar sal cá para fora, melhor, lá para dentro do oceano. Por isso é que a água ainda era salgada, na praia.

  Por exemplo, o Sapo também tem uma máquina de fazer blogues, com muitas peças, mas essa é uma máquina um bocado mais complicada, ao que parece, e isso não é para aqui chamado! 

  Em Lisboa também há uns senhores que estão sentados à secretária, lá nos escritórios deles e que têm umas máquinas de fazer coisas. Esses senhores passam o tempo a olhar para uma outras máquinas que têm uns ecrãs - não, não estão a ver gajas nuas na internet nem no facebook,  isso é só na hora do trabalho! - e esses ecrãs estão ligados a uma máquina amarela que descobre raios e relâmpagos em todo o lado, num instante. Por exemplo, essa máquina descobriu que não houve raios nem relâmpagos a cair do céu no dia em que começaram aqueles fogos devastadores. A máquina estava lá no meio da mata a ver, escondida, se aparecia algum relâmpago, mas não apareceu qualquer relâmpago. E nos outros lados onde há florestas grandes com árvores e céus enormes com raios, a máquina também estava lá e viu tudo e não descobriu nada! Os senhores desta máquina trabalham numa fábrica que começa por "i".

   Quem não gosta nada desta máquina de apanhar raios e relâmpagos são uns senhores que têm uma máquina azul e amarela, também, mas que não fotografa raios, só descobre árvores rachadas ao meio. Por exemplo, nós temos 45 mil milhões de árvores e milhares de quilómetros quadrados de mato selvagem e essa máquina encontra a única árvore rachada em duas, no meio das outras árvores todas. Diz assim: «olha, olha, é aquela, ali!!!!» e pronto... toda a gente corre a aponta para lá! É mas é muito chato e cansativo porque  aqueles senhores - que trabalham numa fábrica que começa com um "p" e com um  "j" -  precisam de andar sempre para cima e para baixo e para os lados com a máquina atrás, à procura da árvore infeliz no meio das outras todas! Os senhores das árvores rachadas dizem que há uma rachada por um raio e que foi ali que o fogo começou! Não há absolutamente qualquer dúvida! A outra máquina diz que não houve nenhum raio. Não há qualquer dúvida, igualmente! Toda a gente sabe que essas máquinas existem e essas máquinas é que sabem tudo!

  Ainda assim, cá pelas minhas razões, eu continuo a preferir confiar mais nas máquinas mirabolantes do meu pai e do meu avô...

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