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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Giló - O Papagaio Indiscreto

Até que a Morte ou a Puta da Vida vos Separe...!

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   Alguém concluiu, ali na pastelaria, que o casamento está pelas ruas da amargura. Olha que novidade do caraças!

   E depois, alguém concluiu, na peixaria,  que o casamento em Portugal está pelas horas da morte! Olha a novidade outra vez! Quando entrei, pensei que estivessem a falar da sardinha! Aliás, com tantas novidades destas, agarrei é medo de ir ao talho. Passo por lá noutro dia, se for preciso, para levantar a posta da vazia... e para descobrir que o Benfica já é tetracampeão!

   As velhas cuscas e os que não têm mais nada que fazer estão a ficar como os canais de televisão: o material é todo reciclado; com a crise decadente, repetem-se os conteúdos e estamos sempre a ouvir as mesmas porcarias e a ver os mesmos filmes, que é a única coisa que se arranja a preço de saldo! Também há os posts costumeiros de certos blogues, mas isso já é ao preço da uva cachucha mesmo! (é assim que se escreve "cachucha"? ou será "caxuxa"? adiante,...o tema hoje não é o acordo ortográfico!!!).

    Primeiro, para que os jornais e o PORDATA saibam -  até parece que as únicas pessoas que não se casam são os jornalistas e os funcionários das estatísticas! estes é que são espertos! - ao preço a que está o casamento, as guerras começam ainda antes da noiva chegar ao altar; se bem que a noiva continue a chegar sempre atrasada e a más horas cumám*rda! Há vícios, perdão, tradições que nunca se perdem!!

   Um destes dias, uma amiga minha chegou tão atrasada e arranhada ao dela, que se casou só no semana seguinte, às três da manhã...e depois divorciou-se logo de seguida, passados dois minutos, tal foi a discussão por causa do atraso e da bebedeira que a gaja ainda trazia da despedida de solteira. Aliás, quem a levou ao altar não foi o padrinho, que não sabia do paradeiro da moça - quem a levou foi o "private dancer" descascado que tinha atuado na bacanal...entretanto, os bombeiros voluntários já tinham sido chamados para desencarcerar o bailarino...da noiva...que tinha ficado entupida no...difícil! E nem vamos falar das despedidas de solteiro deles...Oi! Oi!

   E sabem a que preço estão os ramos de flores? E os vestidos de noiva? E as taxas de Eucaristia? E as comissões ao Padre? E os enfeitamentos do bolo? Porra! Fica mais em conta fazer despedidas de solteiro e divórcios do que organizar casamentos, a não ser que se encomende a festa lá prás alturas do Santo António, que é para a Câmara Municipal pagar.

   Se permanecermos neste estado de sítio matrimonial, com tanto casamento destruído, proponho que os pais da noiva e os padrinhos, que são sempre os alvos da sodomia, sejam indemnizados com juros bonificados e imposto de selo à taxa de 20%, até 60 dias após a oficialização do divórcio. 

   Na verdade, e agora que reparamos melhor, as despedidas de solteiro e os casamentos até têm muito em comum: grita-se muito, geme-se muito, não se consegue ouvir nada com tanta algazarra, há pouco espaço para o diálogo, toda a gente quer o microfone, é tudo de boca cheia e da boca pra fora!!!!...e o grão na asa acaba por vencer, ou ali ou no bar mais próximo, já depois de muita doidice! Ao fim do dia (ou da noite), alguém tem de chamar um táxi...ou a polícia! e por vezes surgem tabefes, hematomas, indisposições e vómitos, acabando tudo a bater portas com estrondo! Não há diferença substancial...

   O Expresso fez um estudo, no domingo à tarde, depois do "Vida por Vida", na RTP2, no qual chegou à conclusão que os casamentos ficam muito caros, tanto financeira como emocionalmente. Que Portugal é o país da Europa com mais divórcios por cada casamento realizado. Em cada vinte noivos, catorze acabam por se divorciar. Ainda estamos atrás de Las Vegas no número de capelas de madeira e plástico, mas já ultrapassámos New York no número de notários de vidro e pladur.

   Mas o pior não é o problema dos números, é o problema de que os jornais não entendem as razões pelas quais há tantos divórcios na nossa terra e ficam, por isso, a chatear a cabeça do cidadão com exposições e razões que duram uma tarde inteira. Pessoalmente, eu, ao pegar no Expresso, quase que me arrisquei a não ter tempo para ver a porra das sete aldeias mais maravilhosas, na RTP1. E já foi à noitinha! Tantas foram as explicações do jornaleco!

   Facilitemos a vida ao Expresso, ao INE e ao PORDATA: em Portugal, os divórcios excessivos são culpa do:

1º - SIRESP (notórias deficiências e falhas de comunicação);

2º -  CASAMENTO ( se as pessoas não insistissem em se casar à força e com as pessoas erradas, nada disto acontecia).

Desafiamos quem nos queira tirar a razão!

Saudações bêbadas!

Papagaio papagaio

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