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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Giló - O Papagaio Indiscreto

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Discriminação Negativa.

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    Muito bem, hoje estou levado da breca! Não vai sair coisa boa...

   Situação: vou a uma consulta com o Papagaíto, assunto razoavelmente melindroso e sério ( todas as consultas com os nossos filhos são sérias, ou não iríamos a elas! E porque nos preocupamos com os nossos filhos, naturalmente).

   No dia de ontem, ainda de forma mais evidente, sou completamente ignorado pelo médico ( médica) que dá a consulta: fez as perguntas que entendeu fazer à minha mulher (Papagaia), dirigiu a vista sempre para a mesma pessoa e fez questão de me colocar de parte durante todo o episódio. Quando achei por bem intervir - respondendo e perguntando, porque também sou o pai!!!! note-se! - fui tratado como se não estivesse lá!

    E aquilo que observo é que este tipo de comportamento é absolutamente redundante - seja o médico homem ou mulher! Desde que o papagaíto nasceu que a cena se repete sistematicamente, remontando a evidência já aos tempos primeiros do pediatra!

   E ainda me vêm os médicos ( e não só!), feitos espertalhões, rosnar que deve haver igualdade de género e que o homem deve assumir em partes iguais as obrigações da parentalidade, dividindo, partilhando, responsabilizando-se por todas as dimensões da vida familiar!

   Então, mas se é assim, porque é que eu, num consultório médico, numa preocupação com o meu filho, tenho de ser um cidadão de segunda, peço desculpa, de terceira? Não houve , até hoje, e ainda, um único médico que me enfrentasse cara a cara, olhos nos olhos, quando me sento para saber da saúde dos meus - viram os olhos , sempre, para o lado da mãe! Eu sei por que é! Eu sei - é que dizer é uma coisa, fazer É OUTRA! Efetivamente, ninguém considera que eu esteja genuinamente interessado e à altura da situação, porque sou o PAI!! Sou homem, portanto, australopiteco!:- Este tipo é o PAI!!! Serviu só para MONTAR!!!! Arrota, coça o rabo e deve dar puns quando está em família! Não façam caso do que diz!!!!

   Ainda assim, das duas, três:

   - ou a conversa da igualdade é uma absoluta e grandessíssima chacha (ando FARTO de assistir às batalhas do machismo e do feminismo)!;

   - ou eu tenho, efetivamente, cara de grunho insensível e ninguém, com o aspeto saloio de que padeço, me leva a sério, a ponto de me confiar dimensões inerentes à vida do meu próprio filho;

   - ou ando a consultar médicos AUTISTAS!

   Talvez deixe de ir às consultas com o meu filho: uma vez que não estou lá a fazer seja o que for, vai só a Papagaia e pode ser que o ato saia com desconto, ao estilo de "menos um lugar ocupado no autocarro!!

   Há, ainda, uma outra hipótese que se me atravessa: que vemos por aí muito doutor e engenheiro ilustrado, neste país; sabiamente denuncia que os homens não assumem as suas responsabilidades, que abandonam as durezas da parentalidade para as mulheres - coçam os TOMATES, pronto! - que o homem deve é lavar a loiça, arrumar a casa, passar a ferro, abraçar os filhos, levá-los para dormir, dar-lhes de comer, estar presente, tomar parte na educação, -  MAS ISSO SÓ DEVE ACONTECER EM CASA E NA RUA! No consultório, o pai deve reduzir-se à condição de VERME DESPREZÍVEL!

   Se eu assumo as minhas responsabilidades, sendo, acontecendo e estando, então eu também tenho direito a ser pai todas as horas, incluindo dentro de um consultório! Um destes dias, alguém vai ouvir o que não quer, porque dá-me uns "Vaipes" malinos, de vez em quando, ai dá-me, dá-me!Giló Papagaio Indiscreto.png

Papagaio

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