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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Giló - O Papagaio Indiscreto

E Quando me Chega uma Vontade Imensa de Ler... Pego no Comando e Ligo a Televisão!

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  Os Sapos dão imensa importância à leitura e aos livros (para além do chocolate!) ...e a seguir, os papagaios também são dos que mais dão (aos livros, não ao chocolate!); estes últimos sobretudo por causa das capas jeitosas e coloridas, que ficam excelentemente bem pousados naquelas prateleiras do IKEA ou até nas estantes do AKI...mesmo, mesmo! (eu já comprei duas... estantes.. quero dizer!). Por outro lado, para quem quer ter um blogue e pretende fazer impressionar e parecer bem é muito aconselhável falar de livros...e dá cliques e coiso!! Se eu postar sobre livros e recomendar no ciberespaço um calhamaço pretensioso e bacoco da autoria de um emplastro desconhecido, isso vai muito bem com as minhas penas verdes... já para não marrar que faz bem à saúde social, que nem backlinks...

   Não é, pois, que ler seja assim deveras tão tanto bestialmente importante, efetivamente - nada de interpretações... nomeadamente...precipitadas!

   De outro modo, aqui o papagaiozinho já não lê há muitos séculos, pelas suas contas remonta à antiguidade tão antiga como aquele momento em que  D. João V mandou vir os famosos mármores de Pêro Pinheiro para forrar o barroquíssimo convento com parede hiperduplamente grossa. Desde essa época rococóica, - e com a ajuda do Daniel P. - que nos passámos a dedicar à fruição de panfletos do Lidl e bulas de medicamentos antipiréticos e antitrombóticos. Há largos tempos, portanto, que abandonámos as intensas leituras verdadeiramente inúteis, ficando nós, isso sim, pelo delicioso e simpático folhetim de mercearia fresca e pela salutar informação farmacológica e medicamentosa.

   Para além disso, o José Rodrigues dos Santos, só por exemplo, que é um gajo fixe e in das editoras,  custa de vinte e nove euros para cima em cada calhamaço que publica o que causa lumbago nas costas. E a Margarida Rebelo Pinto custa pelo menos vinte e dois e uma hiperplasia benigna(?) na próstata!

   Os panfletos dos hipermercados são,- contrariamente ao exposto em epígrafe, felizmente! -  de graça, e é plágio por plágio. Para rematar, como só tomo genéricos e sou contra os laboratórios de marca venalmente capitalista, a coisa fica-me prodigiosamente em conta, na aquisição de cultura e literatura. Quanto ao resto, não vale vir para cá com cinismos e snobismos, que tanto a obra-prima como o folheto das promoções nascem os dois nos mesmos escaparates dos centros comerciais. 

   Então, só para redundar, bastará dizer que, enquanto certas franjas mais ou menos duvidosamente minoritárias da sociedade se esforçam para se mostrarem e sentirem cultural e literariamente em forma, sobrevoando varejeiramente à procura de livros de autores estrangeiros da moda e de contadores portugueses pomposos, - (com pseudónimos desconhecidos que fazem estrilho no ouvido e cócegas nas comadres ) - nas prateleiras do Modelo  Continente, só mesmo as ditas caixas de comprimidos com cores garridas e nomes a fazer lembrar clisteres alemães e gargantas inflamadas servem ao Papagaio como leitura, para além das edições alargadas e quinzenais  do folhetim do Intermarché, secção de detergentes,  iogurtes com pedaços e antologia da carne de vitela com 50% de desconto em talão.

   Quando quero elevar os meus conhecimentos, limar o meu saber ou frugalmente alargar o meu vocabulário, não vou ao supermercado nem ao centro comercial à procura do Paulo Coelho, da Isabel Allende ou dos Best Sellers do Ken Follet; muito menos me viro para uma montra de uma livraria com a testa enfiada no vidro, como se estivesse puerilmente encantado com bombocas, enquanto outros passam à beira...ao invés, espero que a caixa do correio fique cheia de publicidade. Depois, aguardo um dia de chuva brava e frio de cortar, eis que tiro a roupa toda e vou para a rua  coberta de geada, em pleno dezembro. Apanho uma gripe de caixão à cova e ponho-me, já mais tarde, a ler caixas de antibióticos e folhetos de promoções, por dentro e por fora, enquanto estou de molho na cama, a fungar do nariz, com febre alta e a faltar impantemente ao emprego.

   Os caríssimos leitores estarão, então, a tentar saber, portanto, e perante tão profunda e medíocre verborreia, o que é que o papagaio tem na estante, e o que não lê, de todo!!!...para além das famigeradas brochuras de mercearia e das injeções e xaropes anti-virais. Cabe-nos satisfazer a curiosidade e dar um "cheirinho" que permita esclarecer a dúvida: Eis, portanto, o que é possível ver na prateleira papagaística:

                                                         Tudo o que o Papagaio Mantém à Distância

Estante livros papagaio

 

   Agora que já deram uma rápida vista de olhos geral, vejam como ficam tão bem estes meus volumes na prateleira! Adoro as capas... dão-me um ar intelectual. Da próxima vez, tiro outra foto comigo ao lado. Posto isto,  ficam três sugestões de leitura da minha estante - todas elas têm sido obras de referência na vida do papagaio, fazendo esta ave crescer como ser e,até, como objeto:

 

 

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Boas leituras!

Papagaiopapagaio

 

 

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