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Giló - O Papagaio Indiscreto

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Giló - O Papagaio Indiscreto

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Estava a Assar Castanhas, Estava o Lum'arder...

incêndios, assar, grelhar, Portugal, fogos,.jpg

   A Proteção Civil veio dizer que a situação relativa aos fogos já está mais calma e que o número de incêndios desceu para 241!!!...depois de já terem sido 345!!! Com estes números que não chamam a atenção de ninguém, já estamos MESMO mais calmos! Ademais, a nós deixa-nos também, para além de surpresos, maravilhados, não por haver menos chamas a lavrar, mas sim por não termos ideia, jamais, que Portugal fosse um país tão vasto e, até, grande, quase do tamanho da China, de modo a levar, à mesma hora, tanto fogo e incêndio junto!

   A menos que acender um fósforo ou um cigarro contem oficialmente para as contas das ocorrências nacionais, a confirmarem-se estes dados curiosos, - 241 fogos, 345 fogos, 413 fogos - o que poderá acontecer é que a Proteção Civil, através dos seus mensageiros formais, tenha atuado no sentido do excesso de zelo, ou do orgulho patriótico, como quisermos entender, e tenha estado a assistir militantemente ao telejornal de ontem à tarde, levando de imediato a coisa a peito e tomando, deste modo, em ordem de consideração, nos números "vindos a lume", a exigência lusa de alargamento territorial da zona costeira exclusiva nacional. Nesta linha de pensamentos de c*ca, que costumam atravessar com frequência o intelecto distorcido do Papagaio, depreende-se que alguns dos números estranhamente aparecidos, pela hipérbole inusitada da coisa, se poderão dever a incêndios deflagrados no fundo do oceano. Daí o carapau, o badejo e a sardinha que vivem mais longe, neste figurino de incidências, ao deixarem-se queimar, grelhados e assados, já poderem passar a integrar as estatísticas, engrossando o drama.

   Mas há mais, e isto é que nos deixa preocupados! - numa das conferências de imprensa, Patrícia Gaspar, responsável pelas informações da autoridade dos incêndios, apareceu com uma cábula bastante amarelada e amarrotada nas mãos! Das duas, uma: ou a mulher andou a ajudar a apagar as labaredas, com as folhas no bolso, - e toda a gente sabe que a Proteção Civil não se mete nesses trabalhos, porque está sempre atrás dos microfones ou das secretárias - ou aqueles papéis já são do tempo anterior à Guerra Colonial, o que abre a hipótese da ela estar a ler resumos e estatísticas que dizem respeito, também, a Cabo Verde, São Tomé, Angola e restantes... e aquilo há muito mato e incêncio por lá. Tal, não está nada correto, porque apesar de Angola ainda ser nossa, como sabemos, de Calecut nos pertencer e Moçambique, por direito histórico, ser parte do território português, esses fogos de 1968 já devem estar apagados... provavelmente... por isso mesmo, é riscar do papelinho, porque não podem contar para as estatísticas!

   Uma outra explicação, sobre a qual não será dispiciendo congeminar, é a dos cálculos incluirem as ondas de fumo que vêm do lado das Furnas; onde há fumo há fogo e em São Miguel não parece haver maneira de por um fim naquela ebulição arriscada. Pode rebentar a qualquer  momento! Ainda por cima as Furnas têm fábricas de bolo lêvedo, mas não têm quartel de bombeiros e o acendimento está por apagar há que tempos. O bolo lêvedo até pode encher barrigas, só que não apaga chamas.

   Ainda assim, não seria descabido telefonar para a proteção e tirar a limpo, - pelo sim, pelo não - se eles têm a certeza de não estarem a fazer o briefing com a cábula da Califórnia ou do Texas nas mãos. Com tanta azáfama a decorrer, e com tanta conferência de imprensa, o mais fácil é haver algum mal entendido ou falha cerebral na porta-voz daquela geringonça,- Patrícia Gaspar - e ela pegar, pelo emaranhado dos fios ou pelo clarão dos holofotes, no caderno diário errado que está na gaveta errada. 

Papagaio

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