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Giló - O Papagaio Indiscreto

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Giló - O Papagaio Indiscreto

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Injeção de Medicina: uma fábrica de doenças.

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   Um daqueles professores que ficam na memória dizia-nos, sem qualquer ar de gravidade, que tudo o que o que é demais  parece mal! A pouco e pouco, nas aulas, e já com o passar largo dos anos, descobrimos nesse homem uma daquelas almas que vão algo mais longe que as outras, ou que têm a capacidade de ver com nitidez onde outros vêm nada. Não apontamos para seja o que for de místico, nesse homem, apenas para a complexa "experiência de vida" que tinha, aliada à perspicácia e à curiosidade. Há quem tenha olhos e alma de lince, enquanto outros usam óculos "fundo de garrafa" e vivem todo o tempo distraídos!

   E quantas vezes damos por nós a ver revisitados, através das mais mundanas cenas, encravadas teimosamente na esfera do dia a dia, os pacatos mas, ao mesmo tempo, agudos ensinamentos que imensas vezes nos eram oferecidos naquelas aulas, pelo nosso professor!? Por mais que não quiséssemos, acabaríamos por admirar o homem!

   Um destes dias ficou-se a saber, pela comunicação social, (como se já não soubéssemos!) que os portugueses engolem milhões e milhões de comprimidos diariamente. Que temos a paradoxal tendência para ficarmos à mercê das doenças, na era da medicina ultra-avançada (paradoxo!), também já tínhamos ouvido falar!

   Mas andamos assim tão doentes, mesmo? A precisar de médicos e curas em qualquer cruzar de esquina? Ou há uma fábrica "clínica" que distribui medos como quem distribui chocolates no natal? Consta que consumimos remédios e medicinas como nunca e que as crianças - imagine-se!- são um dos grandes clientes! Milhões de comprimidos para ficar quieto, para conseguir resultados escolares, para fugir à depressão, ao fracasso, segurar a barra - tanto dos que tomam como dos que tomam conta dos que tomam!

   Há quarenta anos, os negócios eram na feira! Hoje, a saúde virou uma feira de negócios! Na televisão, no consultório, no bloco operatório, nas clínicas privadas, na farmácia... nas salas das creches, infantários, escolas e colégios. Laboratórios, indústria, médicos, comerciantes, promotores, agentes...na verdade,quando se está doente, está-se doente, pronto!! Quando não se está, convém que se faça acreditar que se está, qual efeito placebo, só que ao contrário! Há remédio para tudo!

   Pais medrosos como nunca, a correr com os filhos e a encher os consultórios por dá cá aquela coisa que me parece ser uma constipação!  Ó da guarda!! O puto anda com ranhoca no nariz! Uma borbulha é um terror cósmico - dá pesquisa no Google à procura de vinte pomadas, nove consultas de especialidade, terapias alternativas, apuncuntura e despesa com medicamentos até acabar o ordenado! Uma unha encravada merece o pânico de uma doença crónica.

   Que nem se fale, sequer, dos serviços médicos de "cosmética"que colocam a vida em risco, em variados momentos! Essa ainda é mais uma guerra adicional. E os casos públicos que não são resolvidos em dois anos por vinte euros mas que o são em dois dias por mil, em privado? Calar a boca!

   De que doenças reais padece o povo? E o que as causa? Os hábitos de vida têm toda a culpa ou parte dela? Por que se trata, tantas vezes, tão mal quem precisa de cuidados reais e urgentes  e por que motivo dá tanto "jeito" que quem está saudável se sinta assustado e fragilizado? Quando é que nos servem ajuda e quando é que nos servem banha da cobra?

   Tudo aquilo que é demais parece mal... e faz mal... até a própria cura!

Papagaio

  

  

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