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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Giló - O Papagaio Indiscreto

Portugal: Marca Registada?

mw-320.jpg    Enquanto os americanos continuam a servir tiroteios e balas à porta das escolas e centros comerciais, nós, os portugueses, continuamos a servir pastéis de nata e Bolo Rei nas feiras da Europa. É nestas alturas que me sabe bem ser um papagaio português!

   O meu problema é mesmo a jaula... não fosse essa circunstância e já ia a caminho da Suíça ou da França, a VOAR, provar a alheira ou o pão de chouriço quentinho de Idanha!

   Na feira de Estrasburgo, os visitantes fazem fila, à espera dos pastéis com canela, esteja a chover ou a cair neve! Por estes dias, a tradição gastronómica portuguesa faz furor e as iguarias desaparecem aos quilos e às centenas - as natas, talvez aos milhares! Todos ficam satisfeitos: sejam consumidores ou comerciantes. Uns, com a barriga cheia, os outros com o bolso cheio! Digam lá se isto não é divulgar a nossa cultura? Só não sei se levaram a nossa "bica", para saborear lá também!

   De facto, somos uma civilização até algo avançada, pelo menos no que à cultura e à gastronomia diz respeito; que gosta de promover a sua imagem, de modo a que fique registada na memória - e no estômago - dos de fora.

   Só há uma questão: as natas não deviam ser só vendidas nas feiras patuscas da Europa e arredores. Os comerciantes que vendem estes produtos portugueses também os deviam promover em países como os Estados Unidos! Não!! Não é isso! Eu sei que já vendem em Manhattan , Washington, Boston... mas isso é nas lojas chiques da cidade! Também fazem sucesso, é verdade! E vender uma nata a dez dólares é bem visto, sim senhor!

   Mas o que eu digo, não é esse tipo de vendas. Isso já está condenado ao sucesso, é mais do mesmo! Novo, novo, seria explorar outros "mercados" - por exemplo, aqueles onde geralmente já se vende farinha mexicana; era aproveitar um nicho novíssimo, reinventando o comércio local através de um produto já acabado, mais complexo, como a nata. Promover o pastel tipicamente português à porta das escolas secundárias, dos cinemas e dos centros comerciais de Austin, Burlington ou na Bourbon Street, de Nova Orleães, essa era de estalo! Eu acho que os adolescentes - e não só!!! - iam apreciar este novo produto (e que também tem farinha - não se ficava a perder!).

   Reparem bem: distribuíam lá os nossos pastéis de nata; mostravam a nossa cultura aos gangues dos bairros e talvez os convencessem a trocar um pouco da "cultura" deles pela nossa. Se acordassem mais mal dispostos, ou com assuntos a resolver, LÁ VAI UMA NATA PARA ADOÇAR O DIA! Em vez de desatarem a disparar com armas de verdade, lá nas guerras deles, substituiam as balas e os carregadores pela padaria fina, atirando com pastéis de nata e canela uns aos outros! Como na tomatina da Plaza del Pueblo! Parecia uma festa popular! Uns arcos e uns balões de São João também não ficavam mal!

   Para além de todas estas vantagens, era menos doloroso e não morria ninguém - a menos que alguém usasse pastéis fora da data, já mais duros!

Saudações registadas.

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