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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Alfa Romeo em castelo abandonado e Ronaldo a "Andar de Mota".

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   Ao que parece, o Castelo de Heers, na província de Limburgo (Bélgica), terá dado abrigo e servido de esconderijo, durante largas décadas, a seis raros modelos da marca automóvel Alfa Romeo. Os veículos - dos anos 60 - ficaram esquecidos nas masmorras do imponente edifício, devido ao alzheimer precoce de Michel Desmaisières, co-proprietário do  sinistro Château. Uns invasores de propriedades alheias em regime de part-time e a recibos verdes, deram de caras, -ilegalmente, diga-se!- com os bólides e, depois de muita polémica e muitas limpezas a fundo, tudo junto com umas quantas restaurações mecânicas, vai e vira um tal de fazer valentíssimos trocados em leilão, para milionário comprar.

   Bem, esclareça-se e diga-se, em favor da verdade e da correção moral, o lado positivo desta "reportagem belga" é que, apesar de se referir a um acontecimento mais velho que o próprio cocó, tem a vantagem de, nesta segunda feira, abordar um outro assunto que não seja a porreta dos comentários esvaziados e fastidiosos de CR7, após a final da Liga dos Campeões! Estamos mesmo em crer que, se no final do jogo do passado sábado, Ronaldo não se tivesse lembrado de abrir a boca para proferir mais uma das suas inadvertidas bojardas, os "jornalistas" estariam todos na "mó-de-baixo", sem assunto que fizesse render o chouriço.

   Valha-vos Sº. Cristiano e outros como ele, para criar tais "Não-Assuntos" e alimentar dias a fio a boca dos vossos grupos de comunicação e respetivos filhos e enteados! Imagine-se lá, agora, a imprensa ser obrigada a fazer verdadeiro sentido e a revestir-se de alguma utilidade, prestando-se ao favor de notificar e informar sobre assuntos de relevo e matérias de interesse público. Se Ronaldo não se chegasse à frente, inventando mais um escândalo espúrio que desse que falar, como fariam certos órgãos de comunicação? Lá teriam de se sujeitar à realidade e abordar.. coisas...!

   Fica aqui uma sugestão, para os jornaleiros mais preocupados com o clique mediático e as audiências ranholas: se a época do defeso correr mal, e não houver tantas transferências de clubes e jogadores negociados, a entrar e a sair do poleiro, como é costume e do vosso desejo, podem vossas excelências, os tablóides, redes sociais, motores de busca e seus parentes e amigos bastardos acompanhar a época de defeso no Ministério da Educação - não vão faltar danças de cadeiras entre contratados, efetivos, quadros de zona, concursos EXTRA-ORDINÁRIOS, POLÉMICA E INJUSTIÇAS Q.B.. É servirem-se, ó fregueses(as)!

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A Nova Proteção de Dados Super-Star

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   O RGPD (Proteção de Dados) é como a cuequinha para a incontinência urinária - assim que o começámos a utilizar, na passada quinta feira, já nos sentimos logo mais seguros! E por que razão, "mais seguros"?  Está-se mesmo a ver, só um parvo seria capaz de o negar: à boleia deste novo "preservativo identitário", já recebemos tantos emails de empresas e casas de meretrizes, na nossa caixa virtual, a fazer estardalhaço, que deve ser impossível arranjar mais neons iluminados e a piscar, a apontarem e a chamarem a atenção para a nossa abençoada fuça! Estamos em crer que, se alguém fizesse xixi pelas calças abaixo, não conseguiria armar tanta bandeira nem dar tanto nas vistas. O RGPD já está a funcionar, sim senhor!

   Por exemplo,  na quinta feira, ao sair da cama, tínhamos o carapau tão encolhido e mirradinho que nem reconhecemos que pirilau era aquele. Nem parecia o nosso! Foi sinal evidente que a nova lei tinha sido já aprovada e estaria em vigor desde as primeiras horas do dia. Meio ensonados, ainda pensámos em pedir-lhe para se apresentar, para ele dizer de onde é que tinha aparecido, de quem era... que se identificasse, porra!...mas contivémo-nos, para nos prevenirmos de uma putativa coima matutina de 20 milhões!

   Já colocámos a hipótese em fazer um teste 2.0 versão beta , para tirar as dúvidas se o RGPD é tão bom como dizem, e andamos a considerar sair de casa completamente nus, à hora de "ponta", para dar uma voltinha refrescante no bairro. Se as novas regras funcionarem como tem sido aclamado, ninguém nos vai conseguir conhecer nem identificar. Ganhando coragem, ainda mandamos uma mijinha à beira da avenida, contra a parede do condomínio da vizinha boazona da frente.

 Sugestões de Plano de Atividades (ao abrigo do novo Regime Jurídico anti-identitário RGPD):

  • assaltar o Pingo Doce, no final do mês, sem gorro (quando já estiver a faltar salário);
  • invadir a Academia de Alcochete e dar uma sova também na equipa de infantis, sem gorro,(QUE OS PUTOS TAMBÉM NÃO JOGAM UM COCÓ E O BC NÃO ADMITE QUE ANDEM A ASSASSINAR A IMAGEM DO CLUBE!);
  • fazer uma viagem a Hollywood e aproveitar para apalpar, perdão... CONHECER...uma dúzia de atrizes pudicas, venais, ultra-nacionalistas e peneirentas, sem gorro;
  • pular a cerca do quintal do Regimento de Tancos, sem gorro;
  • escrever um post no blogue do Papagaio, como convidado, sem gorro - (com gorro não deixa de ser mais seguro e adequado!);
  • comprar fundos duvidosos do Novo Banco e, se possível, do extinto Banif, com gorro até aos joelhos
  • dançar em público ao som do novo hino da Seleção, interpretado por Luciana Abreu, com gorro até aos joelhos
  • ir ao 22º congresso do Partido Socialista e aplaudir efusivamente o discurso de António Costa, gritando, em pé, e passamos a citar: «APOIADO!»,  sem gorro  (sem gorro, se não se formos professores, enfermeiros, pensionistas, agentes de segurança, militares ou o Eng.º José Sócrates!).

Saudações

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O Gesto na Comunicação...(da Treta)

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    A gestualidade de bons e maus comunicadores é muitas vezes desprezada - mais do que devia -  em situações de interação, seja em público, seja em privado. Mas para quem percebe realmente de comunicação e interação, compreende que a importância dos gestos é quase tão essencial como a substância do discurso verbal em si, nomeadamente do discurso oral, revelando muito não só sobre o estado de espírito da própria pessoa, como também no que diz respeito à perceção e capacidade de aquisição da linguagem, aliada à influência que exercemos sobre os outros. A análise dos gestos é fundamental para extrair informação adicional e compreender a realidade do que está a ser dito e sentido, permitindo ir mais além, na compreensão efetiva dos enunciados e na dimensão correta das intenções e motivações de quem comunica.

    Tudo isto parece muito bonito e altivo de se dizer, mas resume-se a coisas tão simples como explicar que, apenas em forma de exemplo, se um treinador ou jogador de futebol estiverem a dar uma conferência de imprensa, repetindo as frequentes redundâncias e banalidades do costume, esse discurso oco é constatável não só no disco riscado propalado e imensamente conhecido, que faz toda a gente bocejar de tédio, como também no pouco à vontade demonstrado e repetido em gestos insistentemente maquinais e desprovidos de sentido, como tocar no lóbulo da orelha, coçar as sobrancelhas,  pentear  desesperadamente as pestanas e os cantos dos olhos, - não esteja lá alguma areia, alguma pestana solta ou remela colada (sem que nesses locais da anatomia poise coisa alguma!).

   Outro gesto revelador da tal "conversa fiada, do enchimento de chouriço para espectador ver e ouvir e do paleio politicamente correto " é o levar o dedo ao nariz, esfregando-o lateralmente ou na ponta, como se se tratasse da lâmpada do Aladino. Tudo isto costuma ser feito, a maior parte das vezes,  e como já referido, com o subtil dedinho indicador, o que desvendará chocantemente, que parte da alma de muitas pessoas que sofrem de falta de imaginação e que gostam de se socorrer de bazófias, se encontrará alojada na sua (delas) ponta dos dedos, nomeadamente entre a interseção da unha e o sabugo da polpa digitalícia.

    A ciência já provou que os bons oradores apresentam maior frequência de gestos ilustradores, para fora e para longe de si e do seu centro, gestos que acompanham a fala ampliando a dimensão do próprio corpo, alargando psicológica  e subrepticiamente, - perante os olhos do recetor - a área do espaço em que se está, noutras direções, abrindo as mãos com mais ou menos suavidade, apontando com os dedos para locais imaginários, exercendo gestos de dinâmica ativa, de amplitude e pujança,  enquanto maus oradores apresentam maior frequência e uma tendência a maior duração de adaptadores, gestos de autocontato e contato com objetos, que denunciam, potencialmente, egocentrismo, algum nervosismo, ansiedade e mal disfarçada pobreza de discurso.

  Reparemos nalguns gestos (apenas quatro) diários, quase todos eles públicos, peculiares, enfadonhos, estéreis, mesmo irritantes, criadores de stress no recetor, que podem destruir a figura de alguém, perante quem está mais atento ao ato de comunicação:

  •  afastar e aproximar sistematica e exageradamente as mãos, de forma  completamente abusiva e enervante, (paupérrimo!) esticando e abrindo os dedos ao ponto da "artrose", e tocando com as pontas dos mesmos uns nos outros, todos ao mesmo tempo, como se o toque destes acendesse alguma lâmpada as meninas televisivas "cassetes de fita castanha" do "760 200 100", que  andam a publicitar e a oferecer Fiat's Tipo e 5.000 euros em cartão há dez anos seguidos, e que repetem a mesma ladaínha e o mesmo número de telefone, pelos menos trinta e oito vezes por dia, de segunda a domingo = sinal de fastio e pressa, que o(a) namorado(a) delas está a vê-las e à espera. Sinal de salário chorudo que não se pode desprezar; também dificuldade em memorizar, contratualização de pose. Igualmente, manifestação de que só se tirou a 4ª classe / 6º ano incompleto, e se tem dificuldades em ler textos com mais de cinco linhas, para além de se ter um corpo escultural e maminhas rechonchudas - currículo mínimo para um contrato nos canais abertos de televisão.
  • afastar as pernas uma da outra, criando uma espécie de "V" invertido e exagerado, ao mesmo tempo que se bamboleia o rabo para um lado e para o outro, se dobram ligeira e momentaneamente os joelhos e se cospe para o chão, ao mesmo tempo que se vai coçando, pontualmente, com uma das mãos, os tintins: os indivíduos do sexo masculino que costumam ter os testículos imensamente inchados, a explodir para fora das cuecas - com alguma frequência militares, agentes importantes da autoridade, executivos de grandes empresas ou empresários do narcotráfico = quando se encontram a dar entrevistas ou, simplesmente, a conversar "conversas"  significativas, entre pares, para parecerem mais viris e  "mátchós", uns perante os outros. Sinal de que se tem uma ou mais  amantes escondidas ( daí, talvez, os tomates inchados!) ou que se vai dar uma sova na cara metade (infelizmente!) quando se chegar a casa.
  • virar  a cara para a objetiva, um pouco de lado, estilo "olha o passarinho", fazer uma pose como um carapau teso e sobrepor os antebraços (cruzados um no outro), abrindo as mãos com os dedos afastados e apanhando os braços (ou escondendo as mãos debaixo dos mesmos!): os indivíduos do sexo masculino e feminino = sinal de insegurança miudinha, mas que não  se abdica de passar uma imagem de "sou um ser de destaque e imenso sucesso e até tenho uma carreira, embora esteja em vias de ir para o olho da rua". Gesto cada vez mais  brega e fatela, desanconselhado por fotógrafos a sério que se andam a aperceber, aos poucos, desta última circunstância.

 

  • posição sentada numa poltrona a dar uma entrevista, com ar descontraído e altivo, de perna exageradamente cruzada, com dedo polegar debaixo do queixo e dedo indicador à frente da boca, alternando este último dedo com a posição descrita e a posição num dos lados da face, a caminho da orelha (mudando frequentemente de lado): indivíduos diplomados e vestidos com fatos caros, normalmente com cadeiras e exames de licenciatura realizados ao fim de semana, decoradoras chiques de interiores, socialitês, manequins, escritores plagiadores e cantores de música pimba = sinal de reflexão e pensamento profundos, alto nível e poder intelectual; posição social, contas bancárias desassossegadas e compras feitas frequentemente no Lidl e no Minipreço, às escondidas dos vizinhos. Em alguns casos, pode ser sintoma de alguma pobreza de espírito e falta de ir à missa ( seja de que religião for!) para ver se encontram Deus ou alguém desse grupo que os ajude.

N.B. Na próxima aula: Gestualidade Comunicativa II: " A importância do dedo do meio na construção das relações sociais e afetivas".

 

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A Galinha Patareca e o Rei Leão estarão Feitos um com o Outro?

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    O país encontra-se, todo ele, neste momento, a braços com a Justiça. Só a Franga israelita  - " You Stupid Boy I'm Not Your Toy," -  é que se salvou airosamente de um processo mandado instaurar pelos advogados de Bruxo de C., na sequência das reações públicas ao jogo de râguebi, ocorrido na última terça feira à tarde.

   De resto, levaram todos com chapa-cinco, pela tabela "Major", a saber: funcionários do SCP, funcionários públicos, professores das AEC's, Paula  Brito e Costa da Raríssimas, meretrizes da reta de Cacia,  presidentes, diretores, papagaios, Ferro Rodrigues, a filha de Ferro Rodrigues, os netos de Ferro Rodrigues, as amantes de Ferro Rodrigues, os ilegítimos de Ferro Rodrigues, os colegas de 1º Ciclo de Ferro Rodrigues,  até o Presidente da Assembleia da República, imagine-se! E nem o avô Marcelo Rebelo de Sousa escapou! Um pouco mais e exumavam a Irmã Lúcia para ser judicialmente notificada, por insólita difamação e inusitada falta de lealdade post mortem, para com o Rei da Selva.

   A cena do tratamento  exclusivo, privilegiado e positivamente discriminatório para com a hipopótama-esquiadora-acidental-de-escadas-rolantes-em-concertos-musicais deve-se, fundamentalmente, a duas questões absolutamente acessórias: a primeira, porque o festival foi na semana passada e a badocha teve tempo de se escapulir de Portugal, num voo para a Terra Santa, com o caneco nas mãos. Isto já depois de mandar uns mergulhos no Tejo, apanhar dois comas alcoólicos, chamar o Gregório outras tantas vezes, junto ao Bar do Cais, e tirar um álbum de selfies no Martim Moniz, com a sua irmã gêmea, Assunção Cristas - tudo antes que rebentassem as bombas em Alcochete, note-se!

   Depois, em segundo lugar, tratamento especial, porque estamos consideravelmente convencidos ter sido Netta Barzilai, não só uma das responsáveis pelo fornecimento de pedras e calhaus de arremesso, durante estes cincos anos, à direção comandada por Bruto do Baralho, como também a "Testa de Ferro" envolvida na compra de árbitros de Andebol.  A atuação no Festival da Canção terá constituido, apenas, uma manobra de diversão, estilo «alibi».  Essa grandessíssima bitch duma figa!

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A Importância das "Amadoras" nas Academias Desportivas

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    Quem passou ontem à tarde pela Vasco da Gama, afirma ter vislumbrado à beira da ponte  vários berbigões e navalheiras de cigarro na boca, uísque na mão e a fazer apostas em dinheiro, o que deixou alguns mariscadores do Montijo (e arredores) imensamente revoltados. Como se não bastasse, andam para aí a dizer que o que aconteceu em Alcochete é um pouco desprestigiante para o Pugilismo. Inclusivamente, que o novo combate entre Foyd Mayweather e Conor Mcgregor terá já sido adiado sine die, pela quebra das rendas do jogo lícito e das hods nas principais casas desportivas e casinos; já para não falar na descida a pique nas ações das principais empresas de confeção de luvas de boxe, no Índice NASDAQ. As atenções parecem ter-se instalado à beira-Tejo. Se isto continua assim, ainda vão ter de mudar o ringue do combate entre os dois malucos da tíbia, de Las Vegas para o Samouco. 

       Cá para nós, isto é tudo um grandessíssimo de um embuste - o Floyd e o Mcgregor querem é arranjar desculpa para ensacarem o resto do guito sem terem de ir a combate: umas florzinhas de estufa, é o que eles são, e com as continhas já bem feitas!  Se não quiserem lutar, sempre se poderá ponderar a contratação de alguém mais duro, em Alcochete, para dar o espetáculo! 

     Sem dúvidas, como ficou provado ontem, é perfeitamente possível fazer tudo ao natural, sem luvas de boxe nem outros adereços foleiros. Exceção para os bastões e tacos de beisebol... esses sim, instrumentos de nuclear substância e muito pouco amaricados, indeed! Quem quiser dar uma porradinha, com dignidade e altivez que se vejam, é com as mãozinhas descobertas, na medida em que assim se fazem os homens de barba rija. Cá agora "luvinhas"!

     Disto tudo, derivam dois outros pensamentos essenciais, que serão também os mais corretos e óbvios: que, em Portugal, os clubes, associações e agremiações desportivas deveriam considerar mais uma modalidade amadora no seu seio, nomeadamente o Boxe; depois, que os muros das escolas, academias, colégios, Base de Tancos e sociedades recreativas deveriam ser construidos em maior altura, senão, depois, acontecem coisas!... Aliás, a questão passa toda pelos recursos humanos - os militares de Santa Margarida estavam bem era a fazer guarda às instalações das Academias e a segurança aos paióis de Tancos corria melhor se fosse levada a cabo pela Juve Leo.... Super-Dragões... ou Diabos Vermelhos. Evitavam-se todos estes conflitos e deixavam de desaparecer objetos... a não ser que alguém se lembrasse de pegar nas armas, à mesma, e decidisse levá-las para Alcochete...

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12 Points to: I'm no F*ck*ng Toy, you Stupid Boy!

festival 2018.jpg    À beira do fim de semana, pareceria de mau gosto a abordagem a temas que gerassem polémica, por isso desistimos imediatamente do post que tínhamos preparado sobre música, para apontar baterias a algo que não tem nada com isso: o Festival Eurovisão da Canção 2018 (que o espetáculo até costuma ser muito pacífico!). 

    A primeira coisa que todos devem estar a perguntar é se temos acompanhado o espetáculo, ao que teremos de responder, para deceção de todos, que nem tanto assim, uma vez que não nos interessamos muito por política internacional nem por desfiles de moda. Provavelmente, nós seremos dos poucos que não têm vindo a assistir à fabulosa gala da Altice Arena... juntamente com a comunidade Gay e com a comunidade de bloggers, que têm estado tão ocupadas a votar e a influenciar, ao ponto de não terem tempo para ouvir as músicas.

     Por outro lado,  e ainda assim, gostamos muitíssimo de canções, mas como o lóbi LGBTI, o lóbi Twitter, o lóbi Instagramer, o lóbi  Blogger e o lóbi Youtuber já inquinaram, perdão, decidiram quem será o vencedor do evento, não fará muito sentido ficar a perder tempo a assistir a um show que já começou pelo fim e que, portanto, tecnicamente, já terminou. Sentir-nos-íamos imensamente parvos a olhar para o balão...

    Para o ano encontramo-nos todos em Jerusalém, a reboque  da Popota estrábica, que cacareja para toda a Europa ver, que faz barulhos como uma galinha choca e que não assume, ironicamente, que é um "Toy". Se tudo correr como é normal, será de incluir o Irão na votação telefónica, com linha aberta deste Teerão até à Cidade Santa. Brutal!

   A performance epilética e gargolejante da moça XXXL de Telavive também parece ter colhido muito apoio em Portugal, sobretudo junto dos colégios do ensino básico e das E.B.'s do 2º ciclo, assim como dos utentes dos infantários privados com contrato de associação.

   O papel da mulher e a condição feminina saem muito refrescados com este tema, diga-se, e rejuvenescidos pela interpretação bombástica e pueril da "Wide Size" israelita. É uma mensagem fortíssima, de peso! Isso, nem se discute! Eu, se fosse mulher,  - sou hermafrodita! - digo já que ADORARIA ver o meu âmago representado e a minha essência defendida por um elefante hipercolesterolémico, ao trambolhão escadas abaixo, e a cacarejar como o Sr. Franguito da Guia. Notável! 

   Ainda assim, tivémos oportunidade de dar uma espreitadela na participação da delegação da Suiça, que nos pareceu ter pernas para andar. O erro foi os suiços terem vindo tão cedo para o festival. A concorrente helvética, Miss Zibbz, deveria ter esperado pela edição do ano que vem. Colocou a carroça à frente dos bois, cheia de pressa, e acabou colocada na última posição da grelha de melodias. Se tivesse deixado a sua canção para a edição de 2019, o tema Throwing Stones faria resmas de sucesso na Faixa de Gaza, por certo. Do lado da palestina choveria votação de 12 pontos, com direito a encore.

    Um dado essencial, é que sabemos que Portugal tem aproveitado este certame da melhor forma; a RTP diz  que tem corrido muito bem, com audiências significativas, muita publicidade à mistura e muitos turistas a serem empalmados em Lisboa. As rendas continuam a subir na capital, cada vez há mais facilidade em estacionar em cima dos passeios e até os deputados à Assembleia, eleitos por Passarinho das Furnas de Pitões, querem arrendar em Lisboa, desde que continuem a declarar a santa terrinha. Imagine-se! Nem nos Descobrimentos Lisboa foi tão central! O Festival da Canção só contribui para aprimorar.

    Os responsáveis da Eurovisão, ao que parece, e por sua vez, têm sublinhado a sua aposta contínua na diversidade de géneros musicais: do Jazz aos Blues, do Heavy Metal às baladas românticas e pimpolhas. Das mamudas saltitantes, às representantes em cadeira de rodas. Um caldeirão de culturas, condições e atitudes! Se a aposta for, efetivamente, na diversificação melódica e cultural, sem barreiras ideológicas  e/ou religiosas, será caso para exigir e acreditar que, no próximo ano, na Cidade Santa, possamos assistir à interpretação do Padre Borga, a representar Portugal na Eurovisão, com "Põe Tua Mão na Mão do Meu...", acompanhado à capela por Frei Hermano da Câmara, pelo Coro dos Lobitos dos Escuteiros de Penedono e pelas Irmãs Carmelitas descalças do Sagrado Coração.

Saudações festivaleiras

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O Lince Ibérico e o Serviço Nacional de Saúde

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    Em mais um dia de greve dos médicos no nosso país, Olmo, o lince ibérico atropelado no distrito de Beja -  (EN 122) - foi o único a ter direito a uma cirurgia completa, porque o Dr. Pol não aderiu ao protesto dos amigos e vizinhos de profissão. Ainda assim, o felino morreu!

    Não obstante, quem esperou para ser atendido nos corredores ou ficou na ilusão da sua vez para a cirurgia marcada, bem poderia ter ido à clínica veterinária em Loures. Morrer por morrer, mais vale que seja com estilo, rodeado de mimos, e não sentado a ganhar poeira, com uma senha na mão, de quatro dígitos gravados ! Se a moda pega no altíssimo, com a "taluda" à vista, ainda São Pedro repara que somos utentes do SNS e nos faz esperar à beira do portão.

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