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Giló - O Papagaio Indiscreto

#Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog #

A Marta Elle já fez parte deste Blogue... e muito bem!

   Anita pelo Mundo - Não me canso disto

   Alguns daqueles que se recordam da Marta, sabem que ela já fez parte, de alguma maneira, do blogue do Papagaio. Para além disso, era uma das principais comentadoras da casa. É possível verificar a participação dela em muitos dos postos que ainda estão salpicados pelo Papagaio Indiscreto fora; era uma ativista e frequentadora assídua do espaço do Papagaio. Para falar de forma exata, foi das primeiras pessoas a aparecer no blogue e manteve sempre a ligação, militantemente, durante anos, até ao dia em que tal deixou de ser possível. Mesmo quando se encontrava mais frágil, não deixava de estar presente, fazendo um esforço admirável e mostrando que gostava de se manter "ligada" e ativa. A coragem da Marta deixava-nos ( a nós, do blogue) de boca aberta. Deixava de boca aberta, também, imaginamos, muitos autores de outros blogues, pelos quais se passeava. Fazer parte da blogosfera foi uma das formas que encontrou para se manter viva e positiva, em tempos que lhe foram difíceis.

   Obviamente que a maior parte das pessoas não se encontra minimamente informada da relação cordial e amiga que havia entre a Notadissonante e o Papagaio Indiscreto. Durou anos. Também em momentos menos alegres do Papagaio, aparecia a Nota, e chegava a ser das poucas a marcar presença, de forma gratuita e sem pedir nada em troca, ao contrário de muitos que por aqui pululam e verborreiam, fazendo da palavra uma espécie de foguete que sobe no ar e rebenta, com muito aparato mas sem grande substância, não sendo festival muito merecedor nem de atenção nem de crédito. A dada altura, foi a própria Marta Elle que nos empurrou, a nós próprios, para que nos mantivéssemos ativos, e a ela lhe devemos, agradecidamente, isso. Posto isto, quem é que tem o direito, ignorantemente, de ocupar o espaço que é dos outros a dar conselhos ou fazer reparos sobre o que devemos estimar ou não, seja relativamente a que assunto for? O próprio blogue Notadissonante continua ativo, não incomoda à Equipa do Sapo Blogs, nem tem nada de incomodar, até porque se trata de uma das marcas deixadas, propositadamente, pela Marta. Gostava dele, provavelmente orgulhava-se dele e continuaria a alimentá-lo se o tivesse podido fazer. Encontrar o blogue da Marta ou os comentários dela na blogosfera, parace ser, para algumas almas, motivo de susto ( para nós, será mais fita que outra coisa qualquer!). Quantos blogues não figurarão, por aí, sem que possam ser atualizados pelos seus proprietários? Uma boa pergunta a colocar a comentadores supostamente assustadiços!

   Os comentários da Marta Elle continuarão a fazer parte e a estar presentes nas nossas páginas, por diversas razões, sendo que a principal é que temos a consciência que o desejo dela era que tudo ficasse tal como ela deixou. E como estamos seriamente convitos que era essa a sua vontade, não iremos atender a conversas fiadas para fazer o contrário, para "apagar" ou "passar uma borracha", para "não se ver", só porque a alguém que é do nosso inteiro desconhecimento lhe parece politicamente incorreto!

  As únicas pessoas que terão direito a manifesto merecedor de consideração, serão os seus familiares. Até hoje, esta vontade ainda não foi expressa, e o contacto do Papagaio encontra-se acessível. Aí, agir-se-á de forma respeitadora.

   Enquanto isso não acontece, relembramos a todos aqueles que sofrem de frágeis suscetibilidades, ou que se assustam de forma espúria, que não são obrigados - nem aconselhados, sequer, - a frequentar o blogue do Papagaio. Estão liberados de aparecer e não se sentirá a sua falta. Dispensamos comentários de visitas que gostam de polémicas, inventam críticas ou simulam choque. Os autores do Blogue do Papagaio Indiscreto reclamam para si a gestão própria do referido espaço e reservam-se ao direito de eliminar e bloquear, de forma definitiva, comentários e participantes que considerem despropositados.

   Cordialmente.

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Manual de Primeiros Socorros para Escritores

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   Se há coisa que nos entristece, é ouvir indivíduos a lamentarem-se, por exemplo, que não escrevem porque lhes "falta a inspiração"!  Quantos escrevinhadores famosos é que não afirmaram, já, ter "emperrado"? Afinal, quem é que nunca teve problemas com o "motor de arranque?" Sim, porque algumas grandes carreiras literárias acontecem com gente que igualmente experimenta este problema de não saber como começar, isto apesar de se sentir que há um José Rodrigues dos Santos ou uma Diana Palmer dentro de nós!

    Francamente! Se a falta de inspiração for problema, se a dificuldade é começar a parir a primeira frase ou o primeiro parágrafo, se a incógnita é escolher um título brilhante e adequado, damos uma ajuda!, para desembaraçar a mente, soltar os gases, libertar a inspiração, já que a falta de talento (ou de senso) faz tantas vezes o restante...

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Uma Milionária Com a Mão na Braguilha

   Marco GianFranco andava de um lado para o outro, inquieto, na  suite  da Penthouse, que ele mesmo alugara no hotel Le Grunhe de Parrris. Gesticulava impacientemente no seu Smartphone, enquanto fazia perguntas para saber se Prunella caíra na sua armadilha. Em breve, se tudo corresse como planeado por si, colocaria as suas grossas patas na fortuna daquela papalva sonhadora. Todos aqueles diamantes seriam, em breve, seus!

 

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Eternamente Apaixonada Pelo Milionário... com a Mão na Braguilha

   Jackie soluçava convulsivamente. George Royáli fora o seu único "amigo verdadeiro", apesar de tudo. O sexo, por sua vez, com aquele idiota, era terrível e ela passara os últimos oito dias a fingir orgasmos! Agora, ele morrera - o veneno que ela lhe entornara discretamente na flute cristalina de champagne Mounsieur de Sauvignon fizera mesmo o seu trabalho,- e bastava a Jackie ficar ali, sentada, agora, assim, a soluçar, aos olhos dos outros,  no velório chiquérrimo, - que a companhia de seguros iria pagar até ao último tostão -, apertando as rosas encarnadas nas suas mãos, transpiradas por debaixo das luvas negras de renda. Fingindo sofrer por um homem do qual se descartara, como se fosse um lenço velho, amarrotado, depois de apenas uma semana de casamento e cama. Em breve, se tudo corresse como planeado viuvamente por si, colocaria as suas maquiavélicas patas na fortuna daquele papalvo sonhador, que jazia ali, exangue e lívido.

 

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Só mais Uma Carícia... no Milionário da Braguilha

   Stuart dirigia-se para a cidade. Em breve chegaria ao seu escritório, cheiroso de um dos seus perfumes e vestido num dos seus fatos caríssimos. Pensar nisso, excitava-a. Para Melanie, a simples ideia de ver Stuart engolido numa carícia da suas era paralisante! Seria paralisante para ele, certamente! Vestira-se com a lingerie mais ousada e rendilhada que encontrara no seu enorme closet. Stuart não resistiria à sedução ardilosa e imprevista de Melanie. A imagem sensual faria o trabalhinho quase todo. Colocar-se debaixo da secretária também jogaria a favor de M. E poderiam fazer as coisas todas que quisessem se ela permanecesse ali e o apanhasse de surpresa, com a boca no trombone, ou com o trombone na boca, dependendo do ponto de vista e de quem se mexesse primeiro para soprar. Àquela hora da manhã, Stuart teria tomado, certamente, o seu banho e estaria cheirosíssimo. Depois de tamanha insídia libidinosa, Stuart não teria coragem nem argumentos para recusar, e Melanie, em breve, se tudo corresse como planeado por si, colocaria as suas patas - e a boca maquiavélica - na fortuna daquele papalvo sonhador.

 

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4º  O Amante... da Milionária sem Braguilha

 Se a desejava, tê-la-ia… Fanny Gugliante não conseguia acreditar que Valério Danoni tivesse tanto descaramento e a agarrasse, pondo-lhe as mãos nas ancas! Mas Valério era um homem musculoso e decidido. Deixava qualquer mulher louca  e suada de desejos. Nem Gugliante conseguiria resistir! Depois de colocar as suas mãos nos seus seios, meteria as mãos na massa, e não restaria pedra sobre pedra - todo o império de Fanny sob o seu controlo, começando pela fábrica de colas para papel e madeira. O pai de fanny tinha caído na doença e não poderia, desta vez, socorrer a filha das garras de "El Tigre". Dentro de um mês, Danoni já seria dono de tudo. Se tudo corresse como planeado por si, colocaria as patas na fortuna daquela, agora, papalva anestesiada. O que Danoni não sabia era que F. estava grávida...ainda assim, em breve, se tudo corresse como planeado por si, colocaria as suas grossas patas na fortuna daquela papalva... ai isso é que sim! E depois, iria com*r a outra...

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Tórrida Paixão... pela Braguilha Milionária

     Devia ser apenas uma aventura, até Penny Schultz anunciar que estava grávida…já a sua amiga F. tinha ficado grávida... e a coisa acabara mal, com Valério na prisão e a ter que sair para amamentar de quatro em quatro horas!

     Desde que Penny olhara pela primeira vez, nos olhos, para Lorenzo Torresmo, percebera que estaria metida num lindíssimo sarilho! Nunca tinha visto uns olhos tão intensos e, para mais, isso era indicativo que se tratava de mais uma novela da coleção Sabrina, não havendo chance, para esta mulher, de se livrar deste sacador de fêmeas com fortunas milionárias. Penny percebeu que Lorenzo deveria ter, pelo menos, mais umas doze manequins todas escondidas no armário, e que ficariam lá escondidas até ao capítulo XXVIII, altura em que o safado a deixaria na penúria e ainda faria chacota dela, depois de se apoderar das ações da empresa, com as suas patas, e de ir para a cama, petulantemente, com a amante mais gorda que estava escondida na prateleira de cima do armário.

    Era impossível ignorar a corrente de sensações que saltavam nas veias de Penny. Lorenzo iria traí-la e ficar com a sua fortuna? Que se f**esse tudo ! Era um homem muito sexy e iria sugar-lhe o tutano todo, tal o sufoco anormal que aquele parvalhão lhe deixava! Que se lixassem as empresas! No final da sessão de amor, atirar-lhe-ia com a história da gravidez às trombas; diria que o filho era dele, quando, no fundo, ela nem sequer estava grávida...aquilo eram gases, e uma almofada debaixo do vestido...em breve, se tudo corresse como planeado por si, deixaria que lhe colocassem as grossas patas na sua fortuna... ganda papalva!

 

   Expresso o meu consentimento total para serem utilizados estes "desbloqueadores" da mente literária.

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Querida, encolhi a Literatura!

   

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   Muito bem! Vivemos num país imensamente democrático. Cada um dá a opinião que bem entender e toma a que lhe apetecer. Então, sobre o resto do mundo é melhor nem falar! Não há nada mais liberal que a Aldeia Global!

    Mas continuamos com o mesmo dilema! Quem é que pediu toneladas de blogues com sugestões de livros? Quando existir um estudo sério e independente, vai-se descobrir que há mais  blogueiros opinadores sobre livros do que... livros em si! 

    Isto  não é, contudo, o mais estranho. O mais curioso é que as largas sugestões bloguísticas sobre literatura, apesar de serem enjoativamente redundantes e motivadas pelas capelinhas de interesses, a maior parte das vezes, surpreendentemente, até nem são más!  A menor parte é , admita-se! Pronto! Mas há, não obstante, uma ínfima parte que é fraca. E a maior é constuída por sugestões péssimas. Restam as  terríveis, que dão vontade de rir e chorar, ao mesmo tempo.

   Um destes dias, batemos com as trombas num blogue de sugestão livrística - coisa impensável até ao último fim de semana! - que apontava para a análise literária através das capas, ( dizia a figura blogástica que emoldurava as capas e as colocava nas paredes, que nem alces), depois de uma passagem pelas livrarias! Será, talvez, um blogue de E.V.T., travestido de "forum de leitura". Isto não é necessariamente inaudito nem escandaloso, até porque também já vimos pessoas que adoram a caça e se dizem "caçadores", mas que se limitam à estúpida diversão de pregar cabeças embalsamadas de alces e javalis no alto das paredes lá de casa. Entre estas duas atividades,  - comprar livros e adorar fanaticamente as capas, e cortar cabeças a animais selvagens para colocar tudo pendurado, como troféu, - há muito em comum: para além da estupidez, temos o desconhecimento das questões do ambiente, o desrespeito pelas espécies e a degradação da imagem-própria. Ainda assim, pregar capas de livros nas paredes contribuirá menos para a malvada da pegada ecológica.

   Outra: para quando a promoção da literatura substancial e a referência desinteressada a autores portugueses, sejam eles clássicos, contemporâneos ou novos autores? Isso! A Literatura Portuguesa é das mais ricas a nível mundial. Que se saiba que também há Literatura Portuguesa! Ajudamos, claro! Aí vai: Miguel Torga; José Ángel Manas; Eça de Queirós; Fernando Namora; Osvaldo Soriano; Marjane Satrapi; Michel Tournier; Machado de Assis; António Lobo Antunes; Baya Gacemi; Herta Muller; Vergílio Ferreira; Juan Marsé; António Tabucchi; Catherine Clemént; Daniel Pennac; Horace MacCoy; Henry Rider Haggard; Camilo Castelo Branco; Pablo Neruda; Agustina Bessa-Luís; Peter Sheridan; Antero de Quental; José Saramago; Yasmina Reza; Hervé Guibert; Urbano Tavares Rodrigues; Franz Kafka; Ana Tortajada; José Régio; François Lelord; Da Chen; Alves Redol; Raymond Chandler; Danilo de Albuquerque (aqui fui tendencioso, LOL!); Fernando Sabino; Tahar Ben Jelloun;  Thomas Wolfe; Carolina Maria de Jesus; Magnus Mills; Slavenka Drakulic; Lídia Jorge; Jorge de Sena; Eduardo Lourenço; Jack London; Heinrich Harrer; Umberto Eco; Mario Vargas Llosa; Le Clésio; Wislawa Szymborska ;Nuno Júdice; Alice Walker; José Luis Peixoto, Dulce Maria Cardoso... 

   Escusam de agradecer a lição, perdão, as sugestões...

   Pap...papagaio