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Giló - O Papagaio Indiscreto

#Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog #

Outra vez o gangue das sugestões de livros!

Leituras, Lifestyle e... coiso.

livros, dicionário.jpg

  Um livro que nos faz refletir... um livro que nos faz pensar... um livro que nos faz questionar, um livro que faça qualquer coisa... um livro fácil de ler, apesar do tema complexo... acábamos agora mesmo de levar com mais um bando de "sugestionistas de livros e leituras, daqueles que aparecem que nem cogumelos, sem ninguém lhes pedir!
   Para os imensos "Lifestyles" deste século ultramoderno, é suposto e obrigatório haver, quando falam de livros, uma contrapartida intelectual ou civilizacional, que os insinue perante os outros como mais espertos, mais cultos, que os projete um pouquinho ao pináculo cósmico, fazendo brilhar a sua estrelinha pessoal! Será pedir muito a estes "entrões" que, na estrita medida e consideração da substância, admitam que um livro serve simplesmente para ler, primeiro que tudo, e que isso mais do que basta e sobra? Será preciso exibir tanta filosofia de sofá?

    Mas, se o livro não for fácil de ler, então, - como admite a colunável Iva D... - já não "leio", que "não estou para me incomodar a pensar". Então, um livro é para questionar, duvidar, ponderar,  refletir, desde que não obrigue a pensar muito, que isso dá resmas de trabalho cansativo!
   Ai!, esta tanto progressiva como foleiríssima cultura digital de cuvete e produto mastigado...

   Aqui vai: sugestão de leitura fácil de ler, para refletir e pensar ( cuidado, -  desde que não seja muito!), para questionar... na imagem vermelha, em "epígrafe".

Pap e amigos...

Isabel II e a Literatura Apocalíptica "Pré-Flop".

rainha isabel II.jpg

   A rainha de Inglaterra já organizou o discurso, dirigido aos seus súbditos ingleses, que anuncia a III Guerra Mundial, todo redigido no seu caderninho real de apontamentos. É um caderno de argolas preto, com folhas pautadas em tamanho A5 e com a estampa e carimbo da casa real plantado na capa de coiro. Para dizer a verdade, é muito parecido com aqueles que nós fazíamos com cola branca peganhenta na lombada, da cor do esperma, espalhada à trincha, sob pressão grudenta e gonhosa, nas aulas de Trabalhos Manuais do segundo ciclo.

   É daqueles tipos de caderno que já quase nem se usam - a própria rainha, ela mesma, já quase que também não se usa a si mesma, por isso mesmo tem de recorrer frequentemente ao maldito caderno, sob pena de se esquecer de tudo e mais alguma coisa. Quando se levanta de manhã e vai à casa de banho fazer a toillete e lavar a dentadura, deve passar pelo espelho e julgar que está a ver a bisavó do Rei Artur. Isso, não obstante, aumenta-lhe consideravelmente o ego e acicata-lhe a esperança de vida por mais uma largas décadas. Se a bisavó do Rei Artur ainda está viva, então Isabel II ainda estará para durar.Talvez este crédulo entusiasmo seja mesmo a razão para a sua longa longevidade, ao contrário da teoria daqueles que defendem que será, apenas, efeito do uso do Cogumelo do Tempo, do laboratório da banha-da-cobra Viva Melhor . Adiante! Voltemos ao caderninho pré-histórico!

   Esse género de rascunho de apontamentos da rainha estava muito em voga, por exemplo,  no início dos anos 80, a prova é que o texto que Sua Majestade cuidadosa e zelosamente redigiu, e  que aponta para o início breve do derradeiro conflito nuclear III, já tem... 35 anos!!!!!!!! Rainha preparada vale por duas; rainha preparada com trinta e cinco anos de antecedência vale por dois... dinossauros! A plebe faz listas de supermercado, escreve diários, dedica poemas às paixões, lê vidas de santos, declama novenas, deixa bilhetes pendurados na porta do frigorífico a avisar que é preciso pagar a conta da luz, gatafunha com o canivete as portas das casas de banho das estações de serviço com palavrões, insultos covardes e versos boçais. A monarquia inglesa escreve discursos de aviso sobre guerras mundiais sem haver guerra nenhuma - prática corrente há décadas, na casa real! A nobreza, sem querra, não é ninguém!

   Sendo, assim, ou alguém bem informado se chibou e foi espetar no bujão de Sua Majestade que as intenções de chineses, russos, Trump e, já agora, Kim são autênticas, e não um mero arrufo imaturo - a medir forças do género " o meu pirilau é máior có-teu", - ou a rainha adora guerras mundiais e está na esperança mórbida de alvitrar irresponsavelmente que aconteça uma, como se fosse uma aposta nas corridas de cavalos. Para poder dar a novidade a toda a gente, armar-se em importante e ganhar atenção mediática nas redes sociais. Nós apostamos (irresponsavelmente) mais na segunda hipótese, uma vez que Isabel II é tudo menos bem informada! Já em 1983 escreveu um bilhete a avisar os ingleses que se preparassem para a explosão da Guerra Fria e o que aconteceu foi que Gorbatchev e Reagan, em 1989, acabaram aos beijos em cima de um muro!  Esta rainha saiu-nos um Flop! Não confiava nela nem para me sugerir os números do euromilhões, quanto mais para acertar em conflitos globais! Contudo, e apesar de Sua Alteza Real se ter inadvertidamente auto-sodomizado com as suas previsões e avisos, parece que ainda não aprendeu a lição, e continua teimosamente a querer fazer previsões e advertências bombásticas e balofas - indeed ! Mula teimosa jamais aprende a lição!

   Mas um outro dado há que nos merece reparo: o que é que estará escrito no tal real compêndio chancelado? Como será uma carta de aviso preparativo de guerra, para mais escrito num caderninho aristocrático? Que imagem tão rebuscada e difícil! Qual será a intenção da advertência tão real e maternal? Como se avisa e prepara as pessoas do reino para um holocausto no altar do mundo, sobretudo se for a Guerra III? Com duas já decorridas, seria de esperar que toda a gente percebesse os sinais e não necessitasse de discursos monárquicos a avisar...

   Quando saio de casa e mando o meu  papagaíto para a escola, faço-lhe a mochila e deixo-lhe um bilhete a avisar: " - Olha, não te esqueças do lanche! Está um sumo e uma sandes de fiambre no bolso da sacola! Não comas as bolachas todas da parte da manhã, que ficas com fome para a tarde! Não fiques a apertar o xixi, vai à casa de banho nos intervalos! Quando vires o céu cinzento, é a 3.ª Grande Guerra a chegar... esconde-te debaixo da mesa da sala de aula!" Aí está a carta de aviso do povo!

   O que faz a rainha? Escreve uma bíblia enorme num caderno preto pautado, dirigida a toda a gente do país, aos netos, aos filhos e, até, ao Príncipe Carlos, onde se poderá ler, imaginamos, por exemplo, os seguintes avisos anti-bélicos: "- Não te esqueças da máscara de gás! Se vires nuvens cinzentas no céu, foge para o bunker! Se reparares em dois homens na rua, um louro e outro com os olhos em bico, corre a avisar o exército! Mantém sempre por perto a cisterna da água. Não te afastes para o jardim, que pode haver um ataque nuclear no pátio da escola! Retém o teu xixi todo, podes vir a precisar dele para matar a sede, em caso de Guerra III ! Sustém a respiração se vires fumo em algum lado! Em caso de objetos pelo ar, agacha-te debaixo de uma mesa e põe as mãos a tapar a parte das orelhas que conseguires. Se ouvires gritos ou vires bombas, começa a correr ou faz o que quiseres, mas jamais, nunca, NUNCA! avises a Diana, essa CABRA!"

Realmente!

Rainha Isabel...
papagaio