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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Assédio às oito da manhã

hollywood, assédio, atropelamento.gif

     A minha vizinha acabou de tentar atropelar-me!  Isto seria uma boa notícia se o tivesse conseguido fazer - foi por pouco!; seria mesmo boa notícia! Pelo menos na perspetiva daqueles ansiosos que sonham ver o dia em que encontrem penas espalhadas pela estrada...e deixem de aparecer posts no blogue do Papagaio Indiscreto.

    Para mim, seria péssimo, uma vez que não me dava jeito nenhum bater a bota logo numa manhã de sexta feira. Aos fins de semana, as portas do Inferno costumam estar mais apinhadas que o Estádio da Luz em dia de jogo, ou que um centro de saúde em época de gripes...ou que um sindicato de feministas em Hollywood. A ver-me confrontado com o incómodo de ser passado a ferro, ainda teria de suportar a chatice malvada de ficar numa fila enorme, à espera que as assistentes do Enchifrado me viessem tratar dos papéis. Seria um fim de semana para esquecer, não obstante as ditas assistentes serem muito quentes e boas, no meu imaginário. Por isto mesmo é que continuo a acalentar a  firme esperança de ir parar ao Inferno, mas não ao fim de semana!

    Por falar em chifres, as vizinhas do meu bairro costumam ter umas atitudes muito esquisitas - já para não falar também dos vizinhos - sobretudo às primeiras horas do dia. Situação que não me leva a estranhar esse aspeto de ter sido quase abalroado à porta de casa. Se me tivesse levantado da cama e não acontecesse nada, no imediato, isso é que seria de estranhar! Pelo facto de a minha querida vizinha, aparentemente, estar já a ter um fim de semana para esquecer é que o Papagaio quase ia parar ao jardim das tabuletas. Nada de anormal!

     Neste episódio de quase-acidente, a moça ia tão enfiada na sua vidinha que nem sequer reparou que estava mais gente na estrada: saiu da garagem sem olhar para os lados, colocou prego a fundo pelo bairro fora, atravessou o traço longitudinal contínuo, atendeu uma chamada no telemóvel, desrespeitou as regras da prioridade, entalou-me contra os veículos estacionados à direita e ainda teve tempo para acender um cigarro! Nada de extraordinário, até porque toda a gente sabe que as mulheres têm esta virtude de conseguirem executar várias tarefas ao mesmo tempo.

     O que me preocupou não foi a súbita aproximação do meu ser à foice da Comadre Morte, mas a particular reflexão que me surgiu depois do vulgar episódio. Na verdade, é curioso adivinhar que o corre-corre, a falta de tempo, o alheamento e a pressão obssessiva que invadem os grandes centros, parecem tornar-se virais e inflamar inclusivamente as pessoas que vivem em locais mais distantes, onde seria suposto haver mais sossego e trânsito calmo!

     O que fará a minha vizinha no resto do seu dia?  É outra questão interessante sobre a qual fará todo o sentido refletir. A adivinhar pela profusão de asneiradas a que se dedicou em apenas trinta segundos, mal saiu de casa, imagino-lhe um dia divertidíssimo. Com um pouco de sorte, talvez consiga chegar a logo à noite sem ser acusada de homicídio!

     De tentativa de assédio, isso já não se livra! A muchacha tentou atirar-se para cima de mim! Não haja qualquer dúvida! Vou telefonar imediatamente para Hollywood a pedir aconselhamento jurídico e a solicitar informações sobre quais são os valores de indemnização milionária a que tenho direito. De caminho, contacto o Correio da Manhã, a fazer um filme e a contratar exposição mediática...e para que todos fiquem a saber que, com o Papagaio Giló, ninguém faz cenas destas! Tenho dezido!

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