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Giló - O Papagaio Indiscreto

Aqui no Papagaio e no Sapo Blogs outra vez? Pá! Vão à praia, façam amor com a(o) namorada(o)... evitem é perder o vosso precioso tempo neste botequim! Podiam, pelo menos, ter o bom gosto de escolher outro blog Papagaio

Infeção e infeções: como se espalharia a pandemia só com um telejornal de trinta minutos?

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    A questão que se impõe e poucos colocam é: quantas pessoas morreram, ontem, para além da ação "Coronavírus", nos hospitais portugueses? Pensemos bem! Qual foi o órgão de comunicação que calou a "verborreia do Covid", apenas por breves instantes, e se dignou a mudar por uns segundos a "antena"? Faria perder clientes e receita, não é verdade?

   Quantos portugueses estão, neste momento, infetados pelo vírus da gripe? Quantas pessoas foram mal observadas e diagnosticadas nos serviços (há sempre aquela desculpa de estar tudo ocupado só com uma doença!); quantas estão à espera, há dias e semanas, para serem atendidas nos centros de saúde e nos corredores dos hospitais, com doenças de necessidade urgente? Quantas morreram, ontem, nas camas do privado? Quantas por violência doméstica? Quantos atropelamentos nas estradas e acidentes graves, por exemplo, por excesso de velocidade e incúria (e metade dos automobilistas estão, supostamente, de "quarentena"!)? Quantas estão sozinhas em casa - muitas delas com idade avançada - e que não verão o final do dia de hoje? Quantas inaptas por burnout? E quantas se sentiam, ontem, de perfeita saúde e não chegarão hoje ao fim, sem que tenham nada com o coronavírus? Quantos migrantes nas fronteiras da Turquia e da Grécia, agarradas ao arame farpado? E quantos em botes de borracha a atravessar o mediterrâneo, a esta mesma hora, com putos pequenos e inocentes ao colo? Isso já não é notícia, certo? Pois não traz tanta audiência. Crianças mortas no areal da praia está muito visto!

    Na verdade, a situação é largamente grave. Não vamos desfazer! Primeiro, porque estamos a ser atacados por um vírus recente e rápido, que provoca sintomas semelhantes aos da gripe e pneumonia e que pode matar; mas, depois, porque somos atacados por uma comunicação social que faz o seu trabalho de forma disfarçadamente incorreta. A espalhar o pânico mais rápido que a propagação do tal de COVID-19. A comunicação social sabe como fazer alastrar o receio e a dúvida, tal qual fogo no panasco seco, como mais  ninguém sabe. A adensar novelas, como se já não houvesse drama que chegasse! A situação atual é prova disso mesmo. A epidemia é sobejamente preocupante, mas atinge muito mais rápido e no sentido errado com a ajuda "destes" serviços . O primeiro ataque que provoca sintomas acerta em cheio no espírito. Recomendar-se-ia um ansiolítico e não paracetamol, como terapêutica inicial.

  A própria comunicação está, ela mesma, refém de uma bactéria chamada "Grupos de Interesses Gigantes". Como pode querer a população que aquela cumpra o seu papel, que deveria ser, simplesmente, informar? Obviamente que não vai INFORMAR!: vai espalhar, cantar, gritar, acenar os braços no ar, para ser vista primeiro que os outros; vai enfeitar, vai aumentar; vai empolar e demorar-se nos detalhes, repetir e repetir; insistir no que já insistiu centenas de vezes, entrevistar e voltar a entrevistar. Mostrar-se solidária, também... não podia faltar e iria parecer mal se não o fizesse. Vai fazer tudo, enfim, - mesmo MENTIR -, menos aquilo para o que foi inventada, que é divulgar com serenidade e medida. No fim, desculpa-se, dizendo que está a fazer o seu trabalho, que é cumprir o direito à informação! Contra argumentos destes...

  Sem dúvida que tudo isto só acontece porque há um setor fortíssimo na comunicação e naqueles que a rodeiam, - por interesses variados - que continua a ver a população como um bando de ingénuos e ignorantes que não sabe "lavar"  aquilo que lhe chega a casa pela porta da frente. Que não distingue muito bem o que é informação pertinente e o que é autopropaganda sensacionalista.

   Por esta hora, há senhores que esfregam as mãos de contentes, escondidos atrás da cortina, a agradecer pela pandemia, que lhes enche as páginas com histórias redundantes para contar e os bolsos com cheques taludos para gastar. Afinal, quem paga é o povo, em todos os sentidos.

Pap...papagaio

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