O que será feito de Schumacher?
Mais de quatro anos depois do acidente numa estância de inverno, em França, a situação de saúde de Michael Schumacher, sete vezes campeão de Fórmula 1 e ícone da Ferrari e dos desportos motorizados, continua por esclarecer. Entretanto, muitos dos que se afirmaram fãs do piloto e a opinião pública, em geral, já parecem ter-se esquecido,quase por completo, dele. Mais uma vez se prova que só somos ídolos famosos enquanto continuamos "a marcar golos". A memória é extraordinariamente curta, quando os câmaras de televisão e os microfones se desligam.
Ao que consta, a família e os amigos insistem em revelar muito pouco sobre a condição do ex-piloto, procurando manter a privacidade e fazendo do caso um dos segredos mais bem guardados dos últimos tempos. Talvez este seja um dado, de alguma forma, e visto de determinado ângulo, com algum valor positivo, no sentido em que proporcionará alguma paz de espírito tanto ao paciente como a quem cuida dele. Do lado negativo, acende-se a fogueira da especulação, que gosta de reduzir a cinzas tudo quanto apanha pela frente.
Pouco se sabe sobre as reais sequelas sofridas pelo piloto alemão, apenas que sofreu um grave traumatismo craniano, que o deixou em coma. Julga-se que ainda estará na sua casa em processo de recuperação, na Suíça, sob cuidados médicos, mas nem estes dados podem ser confirmados de forma totalmente segura.
Falar de Schumacher faz-nos relembrar também um outro ícone da velocidade, Ayrton Senna. Cada um dos dois, à sua própria maneira, teve os seus tempos de imensa glória, entusiasmando e surpreendendo aqueles que gostavam e gostam dos desportos motorizados, sobretudo pela forma como conseguiam fazer quase milagres a partir de meia dúzia de latas com rodas aparafusadas. Dois homens que se tornaram heróis, um deles já passado à categoria de mito, o outro a caminho de também se tornar num, por força do mistério que se tem adensado à sua volta, nos últimos tempos.
Papagaio